A Sanepar alerta que a preservação dos mananciais do Paraná depende da participação de toda a sociedade. Dos milhares de rios distribuídos pelas 16 bacias hidrográficas do Estado, 207 são utilizados pela companhia para captar água destinada ao abastecimento público de 344 municípios atendidos pela empresa.
O monitoramento contínuo realizado pela Sanepar tem apontado sinais de degradação ao longo do tempo. Entre eles estão o aumento das detecções de Escherichia coli, bactéria proveniente de efluentes não tratados, além do crescimento dos índices de turbidez e da presença de diferentes contaminantes.
As análises também identificam agrotóxicos, metais pesados e compostos químicos orgânicos e inorgânicos provenientes da atividade industrial. A turbidez pode estar relacionada à poluição, à matéria orgânica e ao solo transportado pela chuva até os rios.
Ocupação e descarte inadequado afetam os rios
Entre os principais fatores relacionados à degradação estão o aumento da ocupação urbana ou agrícola próxima aos rios, o manejo inadequado do solo e o descarte incorreto de resíduos e lixo.
Com chuvas e enchentes, parte desses materiais pode ser transportada até os corpos hídricos. Além de prejudicar a qualidade da água bruta, esses fatores elevam os custos de tratamento e reduzem a disponibilidade hídrica.
Para enfrentar o problema, a Sanepar desenvolve ações voltadas à preservação dos rios. As medidas incluem recuperação de áreas degradadas, limpeza de leitos, apoio aos planos de manejo das bacias e atividades de conscientização.
A companhia também participa de comitês e câmaras técnicas e mantém parcerias com órgãos e entidades envolvidos na proteção dos recursos hídricos.
Sanepar mantém parceria com o IDR-Paraná
Uma das iniciativas é a cooperação técnica entre a Sanepar e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). O trabalho prevê a implantação de práticas sustentáveis e assistência técnica a produtores rurais ao longo das bacias hidrográficas.
A parceria tem como objetivo assegurar a proteção dos recursos hídricos. Segundo a Sanepar, porém, a saúde dos mananciais também depende do envolvimento da sociedade e de políticas públicas integradas.
Proteger nascentes, preservar a mata ciliar, manejar corretamente o solo e descartar os resíduos de forma adequada estão entre as atitudes consideradas fundamentais para garantir o fornecimento de água tratada.
Cuidados também começam longe dos mananciais
Mesmo quem vive longe de rios pode colaborar com a preservação. A Sanepar orienta que o lixo tenha destinação ambientalmente correta e que as redes de esgoto e de águas pluviais sejam utilizadas de maneira adequada.
O consumo consciente de água também integra as medidas indicadas pela companhia. Segundo a empresa, cuidar dos mananciais contribui para a saúde e a qualidade de vida das atuais e futuras gerações.
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Qualidade do rio interfere no tratamento da água
A condição dos mananciais tem impacto direto sobre o processo de tratamento. Por isso, a escolha das fontes de captação destinadas ao abastecimento público segue critérios e parâmetros definidos por órgãos como o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e o Instituto Água e Terra (IAT).
Para definir os pontos de captação, a Sanepar analisa a localização, a qualidade e os usos da água. A empresa também considera as ocupações regulares e irregulares existentes ao longo de cada rio.
As equipes técnicas avaliam ainda a nascente, a foz, onde o rio deságua, e características físicas do curso de água, como volume, largura e cobertura vegetal.





















