A dor no joelho é uma queixa comum nos consultórios de ortopedia, mas alguns sintomas exigem atenção médica. Segundo o ortopedista Frederico Scherner, dor persistente, inchaço, instabilidade, travamento ou dificuldade para caminhar podem indicar a necessidade de avaliação especializada para identificar possíveis lesões e orientar o tratamento.
Scherner, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e especialista em cirurgia do joelho, afirma que a duração e a intensidade da dor ajudam a diferenciar um desconforto passageiro de situações que precisam ser investigadas.
“Alguns sintomas podem indicar a necessidade de avaliação especializada. Exemplos: dor que persiste por mais de alguns dias; dificuldade para apoiar o pé no chão ou caminhar; sensação de instabilidade ou ‘falseio’; travamento da articulação; inchaço visível e dor que piora progressivamente em vez de melhorar”, explica.
Nem toda dor no joelho significa lesão
A dor no joelho também pode surgir por causas simples, como sobrecarga muscular ou má postura. Nesses casos, o desconforto pode desaparecer em poucos dias com repouso.
“A diferença está na intensidade, na duração e nos sintomas associados. Dor leve que melhora com repouso tende a ser benigna. Já dor intensa, inchaço, estalos ou sensação de instabilidade podem indicar lesão estrutural, como problemas de menisco ou ligamentos”, acrescenta Scherner.
Segundo o médico, dores leves podem ser observadas por três a cinco dias. Caso não haja melhora nesse período, ou ocorram piora, inchaço ou instabilidade, a orientação é procurar um especialista.
Estalos e inchaço exigem atenção aos sintomas
Um estalo isolado no joelho, sem dor ou inchaço, geralmente não representa motivo de preocupação. A situação muda quando o estalo aparece acompanhado de dor aguda ou da sensação de que o joelho cedeu.
“O inchaço, por sua vez, indica que houve algum tipo de agressão à articulação e deve sempre ser investigado, especialmente se surgir logo após um trauma ou esforço físico”, comenta Frederico.
O especialista também alerta contra o uso de analgésicos e anti-inflamatórios por conta própria diante da dor.
“A automedicação pode mascarar sintomas importantes, atrasar o diagnóstico correto e, em alguns casos, agravar lesões que exigiriam tratamento precoce”, destaca Scherner.
Dor recorrente pode estar relacionada à artrose
Dor recorrente, rigidez matinal, dificuldade para subir e descer escadas e piora gradual ao longo de meses ou anos podem indicar artrose. Os sinais merecem atenção principalmente em pessoas acima dos 50 anos ou com histórico de lesões antigas no joelho.
Segundo o ortopedista, a avaliação médica permite diferenciar uma dor muscular de um problema estrutural e definir a conduta adequada. “Isso é decisivo para a preservação da mobilidade”, acrescenta.
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Fortalecimento e controle de peso ajudam na prevenção
Algumas medidas podem contribuir para reduzir o risco de dores e lesões no joelho. Entre elas estão fortalecimento muscular, controle de peso, aquecimento adequado antes das atividades físicas e atenção aos sinais apresentados pelo corpo.





















