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Paraná reforça campanha de doação de órgãos em setembro

Estado soma quase 5,5 mil doações desde 2011 e destaca que autorização da família é decisiva para os transplantes

transplante de orgãos

A Secretaria de Estado da Saúde reforça em setembro a campanha de conscientização sobre a doação de órgãos no Paraná, destacando que a autorização da família é essencial para o procedimento. Desde 2011, o Estado registrou quase 5,5 mil doações e realizou 10 mil transplantes até dezembro de 2025.

A orientação da Sesa é para que pessoas que desejam ser doadoras comuniquem claramente essa decisão aos familiares. São eles que autorizam a doação quando ocorre a possibilidade de captação de órgãos e tecidos.

A campanha também busca ampliar a compreensão sobre o impacto de uma única doação para pacientes que aguardam transplantes de coração, pulmão, pâncreas, rim ou fígado, além de córneas e outros tecidos.

Paraná tem menor taxa de recusa familiar do país

A Sesa trabalha para reduzir a recusa familiar, atualmente em 30% no Paraná. O índice é o menor do país, ao lado de Santa Catarina.

A média brasileira de recusa familiar é de 45%.

A conversa prévia entre o possível doador e a família é apontada como uma etapa importante para que a decisão seja conhecida e possa ser respeitada no momento da autorização.

Sistema Estadual reúne 108 hospitais notificantes

O Sistema Estadual de Transplantes foi criado em 2011 e reúne a estrutura responsável pela identificação de potenciais doadores e pela organização dos processos de captação e transplante.

Atualmente, 108 hospitais notificantes estão autorizados pelo Ministério da Saúde a identificar, manter e comunicar à Central Estadual de Transplantes a existência de possíveis doadores de órgãos e tecidos.

Essas unidades estão distribuídas em diferentes regiões do Paraná.

Dentro do sistema, as Organizações de Procura de Órgãos atuam na localização, captação, retirada e transporte dos órgãos.

As OPOs possuem sedes em Curitiba, Maringá, Londrina e Cascavel. As equipes também fazem notificações, avaliam possíveis doações e prestam apoio às famílias para esclarecimento de dúvidas e obtenção da autorização legal.

Cerca de 700 profissionais atuam no processo

A estrutura estadual conta com aproximadamente 700 profissionais envolvidos no processo de doação e transplantes.

São 71 comissões instituídas, formadas por equipes multiprofissionais com médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.

Esses grupos organizam e gerenciam o processo de doação dentro dos hospitais.

O Paraná também possui 37 equipes transplantadoras de órgãos, responsáveis por procedimentos envolvendo pulmão, coração, fígado, pâncreas e rim.

Outras 84 equipes atuam com tecidos, incluindo medula, córnea, válvula cardíaca, pele e tecido ósseo.

As equipes são formadas por profissionais especializados e autorizados pelo Sistema Nacional de Transplantes para realizar a captação de órgãos e o implante nos pacientes receptores.

Transporte de órgãos mobiliza estrutura aérea e terrestre

A logística para os transplantes inclui veículos próprios, helicópteros e aeronaves utilizadas no transporte emergencial de órgãos.

Em 2025, as aeronaves da Divisão de Transporte Aéreo da Casa Militar do Paraná realizaram 126 missões para transplantes.

As operações somaram 367 horas de voo no período.

Em 2026, já foram realizadas 95 missões aéreas destinadas ao transporte relacionado a transplantes de órgãos.

A Sesa reforça durante a campanha de setembro que comunicar à família o desejo de ser doador é uma das principais formas de contribuir para ampliar as doações e os transplantes no Estado.

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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