A EPR Iguaçu iniciou na BR-163, em Santa Lúcia, testes de uma técnica de reciclagem de pavimento que reaproveita cerca de 85% do material fresado retirado da própria rodovia. A tecnologia utiliza uma usina móvel próxima à obra e será aplicada na recuperação de 1,8 quilômetro de segmentos de faixa adicional.
O teste inicial ocorre nos quilômetros 152 e 155 da BR-163. Aproximadamente 2.700 toneladas de material fresado deverão ser reutilizadas no próprio processo de recuperação do pavimento das terceiras faixas.
A concessionária, responsável pela gestão de 662 quilômetros de rodovias nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, avaliará os resultados para verificar a possibilidade de empregar a técnica em futuras obras.
Material retirado da pista vira nova base
O processo começa com a fresagem, que remove a camada do pavimento asfáltico existente. O material retirado, chamado de RAP, sigla para Reclaimed Asphalt Pavement, fica armazenado na faixa de domínio para posterior reaproveitamento.
Uma usina móvel de reciclagem a frio, modelo KMA, é instalada próxima ao ponto da intervenção e processa esse material.
O RAP é combinado com espuma asfáltica produzida a partir de Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), injetado a temperaturas entre 170°C e 175°C em câmaras de expansão. No processo, o produto entra em contato com água e ar em temperatura ambiente.
A nova mistura é utilizada para formar uma camada de base na recomposição do pavimento. Depois dessa etapa, é aplicada a camada final de revestimento asfáltico.
Material fresado representa 85% da nova mistura
No teste realizado pela EPR Iguaçu, o material retirado do pavimento representa aproximadamente 85% da composição da nova mistura.
O reaproveitamento reduz a necessidade de adquirir material pétreo virgem proveniente de pedreiras. A técnica também diminui o transporte de materiais durante a execução do serviço.
Segundo a concessionária, a redução dos deslocamentos proporciona economia de recursos naturais e diminui as emissões relacionadas ao transporte.
A usina móvel também permite manter próximas as etapas de retirada, processamento e aplicação do material, simplificando a logística da obra.
Pato Branco reforça cuidados diante de temporais severos
Sesa alerta para leptospirose após chuvas no Paraná
EPR avaliará desempenho técnico do pavimento
O diretor executivo da EPR Iguaçu, Silvio Caldas, afirmou que o teste permitirá avaliar o desempenho e as possibilidades de utilização da tecnologia em outros pontos da malha rodoviária.
“Estamos sempre buscando soluções que aliem qualidade, segurança, eficiência e sustentabilidade. Neste caso, conseguimos avaliar uma tecnologia que dá uma nova utilidade ao material retirado da própria rodovia e pode reduzir a movimentação de materiais durante a obra. É um teste importante para entendermos o desempenho da solução e seu potencial de aplicação em outras frentes”, afirmou.
Após a execução do trecho experimental, a concessionária analisará o comportamento técnico da nova camada.
A avaliação também levará em consideração os resultados logísticos e ambientais obtidos com o reaproveitamento do pavimento fresado.
EPR Iguaçu administra 662 quilômetros de rodovias
A conservação e a recuperação do pavimento fazem parte das atividades realizadas pela EPR Iguaçu nos 662 quilômetros de rodovias sob responsabilidade da concessionária nas regiões Oeste e Sudoeste.
Os serviços de reciclagem integram as ações de manutenção da infraestrutura e segurança viária desenvolvidas na malha administrada pela empresa.

Deixe um comentário