Escola de Francisco Beltrão é vice-campeã na FICSesi

Escola de Francisco Beltrão é vice-campeã na FICSesi

Projeto sobre compósito de pinhão ficou em segundo lugar na categoria Engenharias da FICSesi 2026

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O Festival Regional Sesi de Educação 2026 reuniu estudantes, professores e comunidade escolar em torno de duas iniciativas que colocam o aluno como protagonista da própria aprendizagem: a Feira de Iniciação Científica do Sesi Paraná (FICSesi) e a Feira Literária do Sesi (Flise). O evento valorizou pesquisa, autoria, pensamento crítico e competências voltadas para o futuro dos estudantes.

Entre os destaques da região Sudoeste do Paraná está o Colégio Sesi da Indústria de Francisco Beltrão, que conquistou o 2º lugar na categoria Ensino Médio – Engenharias, com o projeto “Pinhãoneiros: um compósito polimérico lignocelulósico a partir dos resíduos do pinhão – fase II”.

Para o superintendente do Sesi Paraná, Hugo Molina, o Festival torna visível uma concepção de educação que prepara os estudantes para participar ativamente das transformações da sociedade. “Quando criamos oportunidades para que os estudantes pesquisem, desenvolvam ideias, experimentem e apresentem suas próprias soluções, estamos fortalecendo competências que serão fundamentais ao longo de toda a vida”, afirma.

FICSesi reuniu 170 equipes em quatro áreas

A Feira de Iniciação Científica do Sesi Paraná 2026 reuniu 170 equipes e 551 participantes, entre estudantes e professores, com trabalhos relacionados a Ciências Humanas e Sociais, Ciências da Natureza, Engenharias e Empreendedorismo. As pesquisas abordaram temas como sustentabilidade, aproveitamento de resíduos, saúde, agricultura, comportamento, tecnologia e desenvolvimento de novos materiais.

O criador do Manual do Mundo, Iberê Thenório, convidado para a abertura do evento, destacou a qualidade e a diversidade dos assuntos investigados pelos estudantes, ressaltando que a ciência pode começar cedo, a partir da curiosidade e da vontade de entender melhor o mundo.

A presença feminina se destacou nesta edição: 53% das pesquisas foram desenvolvidas por meninas e 47% por meninos. Outra novidade foi a participação da Educação de Jovens e Adultos (EJA), responsável por 27 trabalhos desenvolvidos em diferentes unidades do Sesi Paraná. Ao todo, 60 avaliadores acompanharam as apresentações.

Veja os campeões da classificação geral do Ensino Médio

  • 1º lugar (credencial para a Febrace 2027): ECOCERF – biocompósito híbrido lignocelulósico a partir de resíduos de serragem e porcelana, do Colégio Sesi da Indústria de Campo Largo
  • 2º lugar (vaga na Mostratec 2026): Prospecção de Bioatividade Geral In Silico, do Colégio Sesi Amazonas
  • 3º lugar: Dependência emocional de crianças institucionalizadas, do Colégio Interativa

Na FICSesi, categoria Engenharias, o Colégio Sesi da Indústria de Francisco Beltrão ficou em 2º lugar com o projeto sobre compósito de resíduos de pinhão, atrás do Colégio Sesi da Indústria de Campo Largo e à frente do Colégio Sesi da Indústria de Santo Antônio da Platina.

Flise recebeu mais de 150 produções literárias

Na Flise – Feira Literária do Sesi, o Prêmio Sesi de Literatura 2026 mobilizou estudantes dos Colégios Sesi em torno da leitura e da escrita autoral. Foram recebidas mais de 150 produções nas categorias Conto, Crônica e Poesia, divididas entre os Anos Iniciais e os Anos Finais do Ensino Fundamental, com o tema “Histórias que Moldam o Mundo: Ancestralidade, Regionalismos e Futuro”.

Os textos foram avaliados por uma banca especializada, considerando critérios como adequação linguística, coerência, criatividade, originalidade e domínio do gênero literário. Os finalistas e os dez melhores de cada categoria farão parte de uma coletânea.

Entre os primeiros colocados estão “A Pedra do Poder”, de Otto Salles Selicani, na categoria Conto dos Anos Iniciais, e “Vozes de Outro Tempo”, de Tarsila Rodrigues Silva Oliveira, na categoria Conto dos Anos Finais.

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Duas feiras, uma mesma proposta pedagógica

Segundo a gerente sênior de Educação Básica e Cultura do Sesi Paraná, Raquel do Nascimento, a experiência ajuda a materializar uma metodologia em que o estudante participa ativamente da construção do conhecimento. “Queremos que o estudante compreenda que aprender também é investigar, questionar, testar caminhos, trabalhar em equipe e comunicar aquilo que descobriu”, diz.

Na FICSesi, uma pergunta pode se transformar em hipótese, experimento e descoberta. Na Flise, ideias encontram espaço para ganhar linguagem, autoria e expressão. Em ambas, o estudante precisa pesquisar, interpretar, criar, argumentar e compartilhar aquilo que construiu.


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