O Ibovespa fechou em queda de 2,68% nesta quarta-feira (28), aos 171.006,10 pontos, na terceira baixa seguida após a eleição presidencial. Os bancos puxaram as perdas, depois do balanço do Santander. O dólar comercial recuou 0,19% e terminou a R$ 5,34. Nos Estados Unidos, o Fed manteve os juros.
Na máxima do dia, o índice chegou a 175.711,22 pontos e, na mínima, a 170.162,48 pontos. O volume financeiro foi de R$ 59,8 bilhões. É o menor nível do Ibovespa desde 20 de agosto. Na semana, o índice acumula queda de 16,6% e, no mês, de 8,2%, segundo o Diário do Grande ABC.
O dólar comercial caiu 0,19%, a R$ 5,34. A taxa de câmbio de referência do Banco Central (Ptax) fechou em R$ 5,3414 na compra e R$ 5,3420 na venda.
Bancos lideram as perdas
O Santander (SANB11) caiu 5,88%, segundo o Bora Investir. O banco teve lucro líquido de R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre, 28% menos que um ano antes, com alta da inadimplência, de acordo com o Diário do Grande ABC.
O Bradesco (BBDC4) recuou 6,68%, o Itaú Unibanco (ITUB4), 3,42%, e o Banco do Brasil (BBAS3), 3,39%. A Vale (VALE3) caiu 2,57%, pressionada pelo minério de ferro. O desempenho da Petrobras e o fechamento do petróleo Brent não foram localizados nas fontes consultadas.
Maiores altas e baixas
Segundo o Bora Investir, as maiores altas do Ibovespa foram de MBRF (MBRF3), com 2,82%, TIM (TIMS3), com 2,26%, WEG (WEGE3), com 2,25%, Prio (PRIO3), com 1,80%, e Hapvida (HAPV3), com 1,67%.
As maiores baixas foram de Cosan (CSAN3), com 12,31%, Vamos (VAMO3), com 11,34%, Cogna (COGN3), com 10%, Azzas (AZZA3), com 9,64%, e Minerva (BEEF3), com 9,40%.
Fed mantém juros nos EUA
O Federal Reserve manteve os juros americanos entre 3,75% e 4% ao ano, em decisão por 10 votos a 2, segundo o TradingKey. Os dois votos contrários defendiam alta de 0,25 ponto percentual.
Em Nova York, as bolsas subiram. Pelo Bora Investir, o Dow Jones ganhou 0,25%, o S&P 500, 0,28%, e o Nasdaq, 0,32%. O TradingKey registra o Dow Jones a 52.475,10 pontos (0,19%), o S&P 500 a 7.743,98 pontos (0,28%) e o Nasdaq a 26.549,85 pontos (0,27%).
O que dizem os analistas
Para Cláudio Coppola, gestor da Venice RC, a pressão dos bancos sinaliza venda contínua de investidores estrangeiros. Segundo ele, quanto mais demorar a definição do ministro da Fazenda e do chefe da Casa Civil, “maior será o prêmio pedido pelo mercado”.
Daniel Utsch, gestor da Nero Capital, afirmou que o movimento do Ibovespa é “100% doméstico” e que “o mercado está dando zero benefício da dúvida para esse novo mandato”. Ele disse ainda ser cedo para saber se a queda já representa oportunidade de compra.
“Nenhum cenário positivo em relação à situação fiscal do Brasil foi divulgado até o momento”, disse Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, ao BPMoney.
Sobre o Fed, Mônica Araújo, economista-chefe da InvestSmart XP, destacou ao Bora Investir: “O comitê destacou no comunicado que a incerteza dos eventos geopolíticos continua”.

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