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Paraná amplia atendimentos em saúde mental em 19%

Rede registrou mais de 2,5 milhões de procedimentos em 2025 e conta com 163 Centros de Atenção Psicossocial

setembro amarelo

A Secretaria de Estado da Saúde reforça, durante o Setembro Amarelo, a importância de reconhecer sinais de sofrimento emocional e buscar ajuda. No Paraná, os atendimentos em saúde mental cresceram 19% em 2025, enquanto a campanha deste ano destaca a escuta atenta, sem julgamentos, como forma de acolhimento.

Com o tema “Escutar é estar presente”, a mobilização nacional chama atenção para mudanças de comportamento que podem indicar necessidade de apoio e acompanhamento profissional.

Entre os sinais citados pela Sesa estão isolamento social, alterações repentinas de humor, abandono de atividades habituais, mudanças no sono e no apetite e redução dos cuidados pessoais.

Mudanças de comportamento exigem atenção

Segundo a Secretaria da Saúde, uma alteração repentina na maneira de agir pode representar um sinal de alerta, principalmente quando diferentes mudanças aparecem ao mesmo tempo.

O afastamento de amigos, familiares e atividades que antes proporcionavam prazer deve ser observado. Irritabilidade extrema, crises de choro, apatia profunda e oscilações frequentes de humor também estão entre os comportamentos que merecem atenção.

Expressões de desesperança ou despedida, com frases como “queria sumir”, “não aguento mais” ou “vocês ficariam melhor sem mim”, não devem ser ignoradas.

A orientação da campanha é ouvir a pessoa com atenção, sem julgamentos, pressa ou respostas prontas, além de incentivar a procura por atendimento profissional.

Sono, alimentação e autocuidado também podem mudar

Outros sinais podem aparecer na rotina.

Insônia, sonolência excessiva, aumento ou perda repentina de apetite e abandono da higiene pessoal estão entre as alterações citadas pela Sesa.

O uso abusivo de álcool ou outras drogas e comportamentos impulsivos, sem preocupação com as consequências, também exigem atenção de familiares e pessoas próximas.

A identificação desses sinais não significa, isoladamente, um diagnóstico. A avaliação deve ser realizada por profissionais de saúde.

UBS é porta de entrada para atendimento

Na rede pública, as Unidades Básicas de Saúde são uma das principais portas de entrada para pessoas que necessitam de acompanhamento em saúde mental.

As equipes da Atenção Primária à Saúde fazem o acolhimento inicial, avaliam cada situação e, conforme a necessidade, direcionam o paciente para serviços especializados.

A estratégia busca manter o atendimento próximo ao local onde a pessoa vive e integrar o cuidado em saúde mental aos demais serviços oferecidos pelo SUS.

Profissionais da Atenção Primária também participam de capacitações para identificação e acolhimento de pessoas com necessidades relacionadas à saúde mental.

Paraná tem 163 CAPS

A Linha de Cuidado em Saúde Mental do Paraná conta com 163 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em diferentes modalidades.

A estrutura inclui ainda sete unidades do Serviço Integrado de Saúde Mental do Paraná (SIMPR) e 41 equipes Multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental.

O Estado também mantém atendimento ambulatorial nas regionais de saúde, além de 73 leitos de saúde mental em hospitais gerais e 1.651 leitos em hospitais especializados em psiquiatria.

Os serviços atendem diferentes níveis de necessidade, desde o acompanhamento na Atenção Primária até situações que demandam atendimento especializado ou hospitalar.

Atendimentos cresceram 19% em um ano

A rede pública registrou 2.551.463 procedimentos relacionados à saúde mental em 2025.

Em 2024, haviam sido contabilizados 2.144.086 atendimentos. A diferença representa crescimento de 19% em um ano.

Considerando o período entre 2013 e 2024, o Paraná acumulou mais de 29,6 milhões de atendimentos individuais em saúde mental, com média superior a 220 mil procedimentos por mês.

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Escutar sem julgamento é foco da campanha

O Setembro Amarelo de 2026 busca reforçar que o acolhimento pode começar antes mesmo do atendimento especializado.

A proposta da campanha “Escutar é estar presente” é incentivar a disponibilidade para ouvir alguém que demonstra sofrimento emocional, sem minimizar o problema ou tentar apresentar soluções imediatas.

Quando houver sinais de risco, a orientação é procurar os serviços de saúde. Em situações de urgência ou emergência, também podem ser acionadas as estruturas de atendimento emergencial.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188.

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Gustavo Ferreira

Jornalista atuante em portais de notícias há 20 anos. Trabalhou como redator independente para diversas redações.

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