Paraná lança campanha de prevenção a incêndios florestais

Campanha combate incêndios ambientais

O Governo do Paraná lançou nesta quarta-feira (17), em Curitiba, a Campanha Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais. A iniciativa foi apresentada na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e reúne a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre Florestas) e outras 16 instituições públicas e privadas. O objetivo é conscientizar a população e reduzir os riscos de incêndios durante o período de estiagem, que ocorre entre maio e outubro.

Participam da ação entidades como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Simepar, Embrapa Florestas, Faep, Ibama/Prevfogo, Instituto Água e Terra (IAT), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e outras organizações ligadas ao setor ambiental, agrícola e florestal.

Neste ano, a campanha adota slogans como “Onde há fumaça, há quem solicita ajuda”, “Onde há fumaça, há animais em fuga” e “Onde há fumaça, há florestas desaparecendo”. Além disso, para ampliar o alcance das ações educativas, foram produzidos materiais informativos, incluindo folders e cartilhas voltadas ao público infantil.

Maioria dos incêndios tem origem em ações humanas

A campanha ocorre no período de maior incidência de estiagem no Paraná, quando as condições climáticas favorecem a propagação das chamas. Segundo os organizadores, cerca de 90% dos incêndios registrados no Estado têm origem em ações humanas.

Em 2025, o Paraná contabilizou 17.121 ocorrências de incêndios. Desse total, 9.156 casos envolveram queimadas em áreas de vegetação. Diante desse cenário, entidades do setor produtivo, órgãos públicos e instituições ambientais reforçam a necessidade de mobilizar a população para reduzir os riscos e os impactos causados pelo fogo.

De acordo com o diretor executivo da Apre Florestas, Ailson Loper, a maior parte dos incêndios em áreas de reflorestamento começa fora dos plantios. Segundo ele, a ação humana continua sendo a principal causa das ocorrências, inclusive com registros de incêndios criminosos.

“A causa mais comum dos incêndios é a ação humana e uma grande parte é criminosa”, afirmou. Ele destacou ainda que a queima de lixo e a limpeza de terrenos com o uso do fogo estão entre os fatores mais frequentes, causando prejuízos à produção florestal, à agricultura, às florestas nativas, à fauna e à saúde da população.

Tecnologia auxilia monitoramento de focos de calor

O monitoramento climático e a identificação de focos de calor também fazem parte da estratégia da campanha. Para isso, o Simepar mantém acompanhamento permanente por meio da plataforma VFogo.

O sistema utiliza imagens de satélite, processamento de dados geoespaciais e inteligência artificial para detectar focos de calor em diferentes regiões do Paraná. Quando situações de risco são identificadas, os alertas são encaminhados à Defesa Civil para adoção das medidas necessárias.

Sistema FAEP capacita 16 instrutores em ordenha robotizada
Frio provoca geada e temperatura negativa nesta quarta-feira

Educação ambiental é foco das ações preventivas

A educação ambiental é uma das principais ferramentas da campanha. As instituições envolvidas defendem que a disseminação de informações, especialmente entre crianças e jovens, é fundamental para reduzir os danos causados pelos incêndios ambientais.

As cartilhas produzidas orientam a população sobre medidas preventivas, como a manutenção de aceiros nas propriedades rurais, procedimentos a serem adotados em situações de incêndio e boas práticas para evitar o surgimento de focos de fogo.

Durante o lançamento, o diretor-presidente do IDR-Paraná, Altair Dorigo, destacou que a integração entre as instituições tem contribuído para a redução dos casos de incêndio nos últimos seis anos. Além disso, técnicos do instituto realizam palestras, workshops, distribuição de materiais educativos e ações de orientação junto a produtores rurais e comunidades.

Impactos vão além das áreas florestais

O chefe do Departamento de Sustentabilidade do IDR-Paraná, Amauri Ferreira Pinto, ressaltou que atualmente o termo “incêndio ambiental” tem sido utilizado com mais frequência para representar os impactos mais amplos dessas ocorrências.

Segundo ele, os prejuízos provocados pelo fogo não se limitam às florestas. Entre as consequências estão a destruição da fauna e da flora, a degradação do solo, os danos à produção agropecuária e a redução da qualidade do ar, afetando diretamente a saúde da população e o equilíbrio ambiental.

Rolar para cima