O período entre maio e julho concentra o maior número de casos de síndromes gripais no Paraná. Idosos, crianças e gestantes estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações e hospitalizações causadas por vírus respiratórios.
Para enfrentar o aumento sazonal das doenças, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa-PR) mantém uma ampla estrutura de monitoramento da circulação viral em todo o Estado, coordenada pela Vigilância Epidemiológica, pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) e por uma rede de 34 unidades sentinelas distribuídas nas Regionais de Saúde.
Paraná possui rede considerada referência nacional
As unidades sentinelas realizam a coleta frequente de amostras de pacientes com sintomas gripais. O material é analisado pelo Lacen para identificar quais vírus estão circulando em cada região do Paraná.
Esse monitoramento em tempo real auxilia a Sesa na definição de estratégias preventivas, distribuição de medicamentos e campanhas de vacinação e conscientização.
A estrutura foi reconhecida pelo Ministério da Saúde como modelo “padrão ouro” de vigilância epidemiológica no Brasil.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, destacou que o reconhecimento é resultado do trabalho contínuo das equipes de vigilância e das Regionais de Saúde.
“Nossa missão é transformar esses dados em ações práticas, como a ampliação da cobertura vacinal e o tratamento oportuno, garantindo proteção da população paranaense”, afirmou.
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Mais de 1,3 milhão de doses contra gripe já foram aplicadas
Desde o início da campanha de vacinação contra a Influenza, o Paraná já aplicou mais de 1,3 milhão de doses do imunizante.
Entre os vacinados estão mais de 760 mil idosos acima de 60 anos e cerca de 150 mil crianças entre seis meses e menores de seis anos, considerados grupos com maior risco de agravamento da doença.
A meta da Sesa é imunizar 90% dos grupos prioritários, o que representa aproximadamente 4,5 milhões de pessoas.
A vacina contra a gripe está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para os grupos definidos pelo Ministério da Saúde, incluindo idosos, gestantes, puérperas, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais de áreas essenciais.
Sesa reforça medidas de prevenção
Além da vacinação, a Secretaria da Saúde orienta a população a manter medidas preventivas para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.
As recomendações incluem higienização frequente das mãos, uso de álcool em gel, ambientes ventilados, evitar aglomerações e cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar.
Pessoas com sintomas como febre, tosse, dor de garganta e mal-estar devem procurar atendimento médico nas UBS e evitar atividades coletivas até a recuperação.
Defesa contra agravamentos deve começar antes do inverno
A Sesa alerta que o organismo leva cerca de três semanas para desenvolver imunidade completa após a aplicação da vacina, por isso a recomendação é que a população busque a imunização antes da chegada do inverno.
Além das campanhas nas unidades de saúde, diversos municípios promovem ações extramuros, com vacinação em escolas, instituições de longa permanência para idosos, eventos comunitários e horários ampliados de atendimento.





