“A data escolhida pela providência de Deus foi excepcionalmente bonita”, afirmou bispo Dom João sobre a morte de frei Policarpo

No dia de São Francisco, 4 de outubro, Francisco e o franciscano se encontram”

Neste domingo (4), o atual bispo de Osasco (SP), Dom João Bosco Barbosa de Souza, também fez uma declaração comovida sobre o falecimento do frei Policarpo Berri. Eles conviveram em Pato Branco por sete anos, e o bispo carrega boas histórias dos tempos vividos no Sudoeste e ao lado de Policarpo.

“Participo da dor do povo de Pato Branco, mas ao mesmo tempo da alegria de todos nós por ter mais um santinho no céu. A data escolhida pela providência de Deus foi excepcionalmente bonita. No dia de São Francisco, Francisco e o franciscano se encontram. Para nós e para a cidade de Pato Branco é motivo de glória, memória eterna e prêmio, porque uma vida como essa é um privilégio que pouca gente tem para conviver”, destacou Dom João.

Deus agiu por meio de Policarpo

O bispo de Osasco ressaltou que conviveu com Policarpo por sete anos. “Nós que convivemos com ele sabemos que Deus agiu por meio dele e vai continuar agindo, protegendo a nossa vida, esta cidade querida e todos aqueles que forem gente do bem. É uma memória que não vai se apagar, e eu participo dessa memória também com aquilo que nós convivemos. Que Deus o recompense muito, por todo o bem que ele realizou para todas as pessoas”, ressaltou.

Especial

Dom João Bosco Barbosa de Souza participou da edição especial que o Diário do Sudoeste produziu em homenagem ao frei Policarpo, em julho deste ano, quando o religioso completou 70 anos de sacerdócio.

Na oportunidade o bispo contou histórias do passado ao lado do frei e lembrou que Policarpo agia com plena força. “Seu dia começava nos hospitais, com visita a cada leito, depois missa, em seguida, no teclado, animava os salmos da nossa Oração da Manhã. Atendia a manhã inteira na Secretaria com bênçãos, confissões e aconselhamentos. Sobrando um tempinho, lia nos jornais as notícias que iria repetir para nós no encontro do almoço, com detalhes estatísticos e numéricos que só ele sabia guardar.
Não parava também no decorrer da tarde, e era sua a missa nas Monjas, diariamente. Voltava em tempo de ouvir confissões durante a missa da noite, e ainda nos encontrar na TV quando os frades iam voltando do trabalho. Quando tinha que esperar alguém ficava rezando, contando nos dedos as ave-marias. Onde arranjava tanta energia?”, indagou sorridente.