Pato Branco

Pato Branco apresenta boa taxa de adesão referente à vacinação da febre amarela

A febre amarela pode ser prevenida através da vacinação Créditos: Rodinei Santos/ Assessoria PMPB

Júlia Heimerdinger*

Nessa quarta-feira (25) houve a confirmação através da Secretaria da Saúde do Paraná da existência de febra amarela no município de Coronel Domingos Soares, município pertencente à microrregião de Pato Branco.

Conforme o parecer epidemiológico, três dos 21 macacos que foram encontrados mortos e direcionados para o Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) apresentaram resultado positivo para a doença. Mais cinco amostras estão em análise.

Segundo dados do informe epidemiológico da 7ª Regional de Saúde, que engloba 15 municípios do Sudoeste, é a região que mais totaliza macacos mortos no Paraná, apresentando 24 notificações. A zona é a única do estado a confirmar o aparecimento de febre amarela neste período epidemiológico.

No momento que um macaco é encontrado morto, com hipótese de febre amarela, significa que é preciso cuidado redobrado para impedir surto da doença na região. Porém, muitas pessoas acreditam que eles são agentes de transmissão, o que não é verdade. Pelo contrário, matar os macacos pode prejudicar o controle da doença, além de ser crime ambiental.

Através da comprovação da existência da febre amarela na microrregião de Pato Branco, o alerta é de que os municípios da região efetivem o protocolo de vacinação contra febre amarela. Conforme o informe epidemiológico não há nenhum humano identificado com a doença no estado. Mas, contém dez casos suspeitos distribuídos em seis localidades do Paraná.

Cenário da vacinação em Pato Branco

A febre amarela é uma doença grave, e é transmitida por mosquitos do gênero Haemagogus, e pode ser prevenida através da vacinação. Todas as pessoas na faixa etária dos nove meses até 59 anos precisam obrigatoriamente se vacinar. É realizada a primeira dose aos nove meses, depois aos 4 anos é efetuada uma dose de reforço. Após cinco anos de idade, recomenda-se apenas uma dose única.

Os sintomas da doença em humanos são: febre de início súbito, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dor abdominal. Ela também pode evoluir para icterícia (pele amarelada), dor abdominal intensa, sangramento digestivo e falência renal.

De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, enfermeira Emanoeli Agnes Stein, Pato Branco se encontra em um quadro positivo referente à adesão da vacinação contra febre amarela. “Temos uma população de 1.214 crianças menores de um ano, e a meta é vacinar 95%. No ano de 2019 tivemos 95,88% de cobertura e em 2020 já estamos com 105,96%”, afirma Emanoeli.

“A doença é preocupante se não tivermos coberturas vacinais adequadas. Por este motivo é importante que a população não vacinada procure o serviço de saúde e coloque a carteira de vacinação em dia” conscientiza a enfermeira.

Pessoas não vacinadas que adentram áreas rurais, matas, rios, parques, reservas ou localidades que já possuem casos confirmados da doença estão mais vulneráveis para contrair a doença. “Estamos reforçando as ações de vacinação no nosso município. Estamos realizando a vacinação casa a casa em áreas do interior da cidade, que são localidades próximas a regiões de matas”, explica a coordenadora do Programa Municipal de Imunização.

Todas as unidades de vacinação estão realizando as doses diariamente para a população pato-branquense contra a febre amarela. As unidades de saúde da família atendem das 8h às 11h. A unidade central permanece aberta das 7h30 até 17h30.

* Estagiária do Diário do Sudoeste

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