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PCPR prende engenheira por fraudes em licenciamentos ambientais no Paraná

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (1º), uma engenheira ambiental de 40 anos durante uma operação que investiga fraudes em licenciamentos ambientais no Estado. As ações da PCPR incluíram sete mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, com apoio da Polícia Científica.

Denúncias e início das investigações

A investigação teve início após auditorias internas e denúncias encaminhadas pelo Instituto Água e Terra (IAT) apontando informações falsas lançadas no sistema informatizado de licenciamento, com o objetivo de viabilizar dispensas indevidas. Segundo a direção do IAT, foram apresentados laudos e documentos falsos — inclusive de pessoas já falecidas — para obter autorizações irregulares.

Extensão das fraudes e impactos ambientais

As diligências da PCPR identificaram que mais de 230 licenciamentos ambientais teriam sido obtidos de forma irregular nos últimos cinco anos. Os licenciamentos fraudados teriam possibilitado, segundo a investigação, a construção de condomínios em áreas de proteção ambiental, o transporte e descarte ilegal de resíduos e o desmatamento de áreas superiores a 300 mil metros quadrados, além de riscos a reservas hídricas e nascentes na região de Curitiba.

Prejuízos financeiros e responsabilização

A investigação estima que a investigada teria obtido cerca de R$ 2 milhões com as fraudes. Ela responderá pelos crimes de falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informação, desmatamento da Mata Atlântica e fraude em licenciamento ambiental — além das responsabilidades civis que podem obrigar proprietários a regenerar áreas degradadas.

Como a fraude era praticada, segundo o IAT

A diretora de Licenciamento e Outorga do IAT explicou que a engenharia das fraudes incluía a apresentação de laudos e documentos falsos para obter dispensas sob a justificativa de obras de menor impacto, como paisagismo, quando na prática ocorria desmatamento em áreas protegidas. As apurações apontam uso de registros e declarações fraudulentas para fraudar o fluxo regular do licenciamento.

Próximos passos da investigação

A PCPR segue com as investigações para identificar a participação de outros envolvidos — incluindo proprietários de áreas beneficiadas — e mapear a extensão dos danos ambientais e eventuais crimes correlatos, como o descarte irregular de resíduos. A investigação também vai embasar eventuais medidas de reparação ambiental e administrativas.

Fonte: diariodosudoeste.com.br

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Gustavo Ferreira

Jornalista atuante em portais de notícias há 20 anos. Trabalhou como redator independente para diversas redações.

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