Um homem que invadiu o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba, e manteve 13 crianças reféns foi morto pela Polícia Militar no fim da tarde desta sexta-feira, 9 de outubro. Segundo a PMPR, todas as crianças foram resgatadas sem ferimentos, após mais de duas horas de negociação.
O homem entrou na unidade por volta das 15h, armado com uma faca, um simulacro de arma de fogo e material inflamável, segundo o Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE). Ele manteve as crianças dentro de uma sala durante toda a ocorrência.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), o homem foi morto pouco depois das 18h. A identidade e a motivação da invasão não foram divulgadas pela polícia.
Crianças resgatadas sem ferimentos
A tenente Letícia Donadello, da Polícia Militar, confirmou o fim da ocorrência e o resgate das 13 crianças. Segundo a oficial, todas estão bem.
No momento da invasão, muitos professores, funcionários, crianças e pais conseguiram deixar o CMEI. Crianças que estavam em outras salas também saíram do local, de acordo com a PMPR.
A unidade fica na Rua Genauro Ferreira de Almeida, no bairro São Braz, região de Santa Felicidade. Pelo Censo Escolar de 2025, o CMEI tinha 47 crianças matriculadas, todas em turmas de creche.
Operação mobilizou Bope e helicóptero
A operação foi conduzida pela Polícia Militar do Paraná, com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). A Guarda Municipal de Curitiba e o Corpo de Bombeiros deram apoio, e um helicóptero também foi usado na ação.
O entorno do CMEI foi isolado durante as negociações. Como medida de segurança, os responsáveis pelos alunos de um colégio vizinho foram chamados para buscar os estudantes, e a escola foi evacuada.
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Prefeitura mobiliza atendimento psicológico
Em nota divulgada após o fim da ocorrência, a Prefeitura de Curitiba agradeceu a atuação das forças de segurança, em especial da PMPR, responsável pela operação, com apoio da Guarda Municipal e do Corpo de Bombeiros.
Segundo a prefeitura, a Secretaria Municipal da Educação mobilizou equipes desde o início da ocorrência para apoiar as crianças, as famílias e os profissionais da unidade. Psicólogos do município também foram enviados para prestar acolhimento, e o atendimento terá continuidade conforme a necessidade.
Durante o cerco, familiares das crianças que aguardavam do lado de fora do CMEI reclamaram da falta de informações. A polícia não confirmou a autenticidade de uma carta atribuída ao homem que circulou após a invasão.

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