Segurança

Operações Manuscrito e Paiol desmantelam facção criminosa na região

As buscas contaram com o auxílio do Grupo de Operações Aéreas - Foto: Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Núcleo de Francisco Beltrão, e a Promotoria de Justiça de Dois Vizinhos, com o apoio do Núcleo de Pato Branco da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), Grupo de Operações Aéreas (GOA), e as polícias Civil e Militar de Pato Branco e Francisco Beltrão, deflagraram na manhã de quinta-feira (27) as Operações Manuscrito e Paiol no combate a uma associação criminosa conhecida nacionalmente por diversos crimes graves praticados no Sudoeste do Paraná, como homicídios, roubos e tráfico de drogas. Ao todo, os policiais cumpriram 29 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão domiciliar, em Pato Branco, Francisco Beltrão, Palmas, Dois Vizinhos, Capanema e Piraquara. 

O promotor Tiago Vacari, do Núcleo de Francisco Beltrão do Gaeco, informou que dos 29 mandados de prisão 24 foram cumpridos, mas oito já estavam presos. Além disso, efetuaram a prisão de um homem que não era alvo da operação, totalizando 25 prisões.

Já as buscas domiciliares resultaram na apreensão de celulares, armas de fogo, munições, drogas e cadastros do Primeiro Comando da Capital (PCC). As buscas contaram com o apoio de equipes do Canil das polícias Civil e Militar.

De acordo com o promotor, a investigação do Gaeco começou no final do mês de abril, em Francisco Beltrão, onde policiais militares prenderam em flagrante um traficante e encontraram na casa dele um caderno com várias anotações do PCC. O preso fazia o cadastro da associação criminosa e havia informações sobre os integrantes na região. A partir disso, identificaram os suspeitos, que estavam em uma lista inscrita à mão, por isso foi dado o nome de Operação Manuscrito.

O promotor acrescentou que as diligências foram realizadas com o apoio das polícias Civil e Militar, além de interceptações telefônicas, que contribuíram para a identificação das diferentes funções dos membros da associação criminosa, como de disciplina, que eram responsáveis por julgar membros da facção ou de fora dela. Outros cuidavam do armazenamento das armas e alguns vendiam rifas e faziam o jogo do bicho, além da venda de drogas.

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