Sudoeste Tecnológico

Hi-Mix chega aos 26 anos de história, fabricando mais de 2.000 variedades de produtos em Pato Branco

Você tem a ideia de produzir um aparelho eletrônico, a fim de agregar no seu negócio, mas não sabe por onde começar? Exatamente buscando soluções como essa que surgiu, há 26 anos, a Hi-Mix, indústria que tem a sede administrativa em Curitiba; e a fábrica instalada em Pato Branco.

Com área total de 47 mil metros quadrados, sendo 9.000 m² de área construída, a indústria [comandada pelos sócios, Celso Saito, Daniel Carvalho e Tulio Lima] desenvolve mais de 2.000 variedades de produtos eletrônicos complexos, por meio de 600 colaboradores altamente capacitados, em várias áreas.

“Iniciamos, no ano de 1994, com uma empresa de desenvolvimento de produtos eletrônicos, em um pequeno escritório compartilhado num prédio comercial [na época não se utilizava o termo startup, mas poderíamos ser considerados desta forma]. Até então, não efetuávamos montagem de produtos”, conta Celso Saito, que é engenheiro eletrônico, formado pelo CEFET-PR (atual UTFPR).

A montagem de produtos, segundo ele, começou em janeiro de 1997, “pois entendemos que o mercado ansiava não apenas pelo desenvolvimento de produtos, mas empresas que estivessem capacitadas para efetuar a fabricação com qualidade”, diz, acrescentando que, entre 1994 e janeiro de 1997, trabalhavam apenas os fundadores; enquanto que os primeiros colaboradores foram contratados ao longo do ano de 1997.

Reestruturação

A fábrica de Pato Branco foi inaugurada em junho de 2002, data em que também a Hi-Mix contava com outra unidade em Curitiba. “Em cada planta atendíamos segmentos específicos, até que, em 2012, em uma reestruturação, optamos por centralizar as operações na fábrica de Pato Branco e o escritório administrativo permaneceu em Curitiba”.

Saito explica que os sócios escolheram Pato Branco, pelo fato de ter sido o primeiro a contar com uma unidade descentralizada do CEFET-PR. “A vocação tecnológica e inovação sempre ‘correram nas veias’ dessa cidade, o que incentivou a formação de profissionais qualificados. Tanto que culminou com a publicação do decreto que torna Pato Branco a ‘Capital Tecnológica do Paraná’”.

Além disso, ele conta que havia “uma promessa de termos benefício fiscal, presente em outros estados da União, o que veio a ocorrer em 2007, com a publicação da extensão da Lei 14.985/05. Com a abertura da unidade em Pato Branco, contratamos inicialmente três colaboradores para começarmos a produção. Com isto, fomos segmentando-a por tipos de negócios. Alguns ficaram em Curitiba e outros foram transferidos para Pato Branco”.

Crescimento

Com o passar do tempo, a empresa foi crescendo, obtendo certificações ISO, e consolidando-a; fazendo com que novos mercados fossem inseridos — com muito trabalho e esforço — de forma natural.

“Há 25 anos, alguns dos segmentos em que atuamos hoje praticamente não existiam, tais como agricultura de precisão, ou IoT (internet das coisas). Mesmo os segmentos que já existiam passaram por grandes transformações, e outros tiverem uma ruptura tecnológica”, destaca Saito.

Ele cita como exemplo as notas fiscais, que, no passado, eram manuais. “Hoje são 100% eletrônicas e, muitas vezes, nem solicitamos a sua impressão, pois são encaminhadas ao nosso e-mail, o que facilita na procura para eventual solicitação de garantia de produto”.

Atuação nos mais variados segmentos

Além da produção de eletrônicos complexos, a Hi-mix desenvolve a integração eletrônica inteligente. Ou seja, com atuação full service, realiza desde a compra de componentes [vindos inclusive do exterior], até a entrega do produto, buscando sempre a melhor solução para a sua empresa e negócio.

Atualmente, a indústria atua nos mais variados segmentos, dentro da Agricultura de Precisão; Automação Bancária; Automação Comercial; Automação Industrial; Automotivo; Ciência e Medicina; Defesa e Aeroespacial; Energia; Internet das Coisas; Redes e Telecom; e Segurança e Controle.

“Os produtos são de propriedade de nossos clientes. Nós oferecemos toda a gestão de logística de aquisição da matéria-prima, industrialização e teste dos produtos. Acredito que os valores da companhia sejam os diferenciais percebidos pelos nossos clientes, que culminam com a gestão completa do produto: foco no cliente, agilidade e flexibilidade, cultura de resultado, cultura inovadora, motivação e comprometimento”, enumera Saito, observando que a Hi-mix tem clientes em todos os estados e foca no mercado interno.

Meio Ambiente

Além de ter papel fundamental no mercado tecnológico, a Hi-mix também se preocupa com questões ambientais. Tanto que, pensando nas futuras gerações, além do atendimento a normas ambientais, a Hi-mix realiza a solução de gestão de fim de vida de lixos eletrônicos.

“É mais uma opção em nosso portfólio de serviços, que busca proteger a integridade do seu projeto, ter visão de futuro e respeitar as normas ambientais estabelecidas”, observa.

Outro ponto é a parceria com a ecoSolys, por meio da qual é desenvolvida e fabricada uma linha completa de produtos, como inversores solares, geradores e acessórios, essenciais para o funcionamento perfeito de sistemas fotovoltaicos.

“Produzimos o único inversor solar no Brasil, aprovado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e comercializamos a solução completa desde pequenas residências até grandes usinas”, destaca Saito.

Certificações

Outro diferencial da Hi-mix é referente às várias certificações que possui: ISO 9001, ISO 14001, IATF 16949, AS 9100, ISO/IEC 80.079-34, além da mais recente, a ISO 13485.

Com ela, a indústria passa a ter certificação médica e hospitalar, mantendo o comprometimento em entregar o que há de melhor aos clientes.

“Essa certificação faz parte de uma estratégia em conjunto com nossos clientes para busca constante da excelência em processos produtivos. Isso prova o alto nível e complexidade de produtos que produzimos em Pato Branco, desde produtos aeroespacial, produtos automotivos de alta densidade, produtos na área de energia de alta precisão, bem como produtos médico/hospitalar, como desfibriladores e monitores cardíacos”, conclui Saito.

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