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Trabalhadores dos Correios aprovam greve no Paraná

Paralisação por tempo indeterminado integra movimento nacional; empresa afirma que adotará medidas para manter os serviços

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Os trabalhadores dos Correios aprovaram na noite de quinta-feira (10) uma greve geral por tempo indeterminado no Paraná, como parte de uma mobilização nacional por avanços nas negociações salariais e mudanças nas condições de trabalho. A paralisação pode afetar atendimento, distribuição de correspondências e entrega de encomendas no Estado.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), a categoria critica a condução das negociações pela direção da estatal, além da retirada de direitos, do fechamento de agências e da falta de contratação imediata de candidatos aprovados em concursos públicos.

Os Correios, por outro lado, afirmam que adotam medidas para manter os serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes. A empresa também sustenta que apresentou uma proposta contemplando 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente.

Greve pode atingir mais de 800 unidades

Os efeitos da mobilização podem alcançar as mais de 800 unidades dos Correios em funcionamento no Paraná.

A estatal está presente nos 399 municípios paranaenses. A dimensão dos impactos sobre o atendimento e as entregas, porém, dependerá da adesão dos trabalhadores em cada localidade.

A aprovação da paralisação não significa o fechamento automático de todas as agências.

Durante movimentos grevistas, a empresa pode adotar medidas de contingência e remanejamento de trabalhadores para preservar parte das operações. Ainda assim, distribuição, encomendas e correspondências podem sofrer atrasos ou interrupções.

Categoria aponta impasse nas negociações

A decisão pela greve ocorreu depois de uma nova tentativa de negociação realizada na quinta-feira, com a participação das federações de trabalhadores, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e da direção dos Correios.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a reunião terminou sem avanço nas tratativas.

Os trabalhadores rejeitaram uma proposta de reajuste salarial de 0,87% apresentada durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Além da questão salarial e da recomposição das perdas provocadas pela inflação, a categoria reivindica manutenção de benefícios e melhorias na assistência à saúde.

Plano de saúde está entre pontos de divergência

Uma das discussões envolve a condição dos Correios como mantenedora do plano de saúde.

As entidades representantes dos trabalhadores demonstram preocupação com possíveis consequências da mudança sobre o custeio e a assistência destinada a empregados, aposentados e familiares.

A categoria também cobra a contratação de candidatos aprovados em concursos públicos.

O sindicato ainda critica o fechamento de agências no Paraná e defende a manutenção da estrutura de atendimento da estatal.

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Correios dizem ter apresentado proposta com reajuste pelo INPC

Em posicionamento sobre a mobilização, os Correios afirmaram que trabalham para preservar a regularidade das operações.

“Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país”, informou a empresa.

Os Correios também afirmam que buscaram uma solução negociada e apresentaram proposta contemplando 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente.

Segundo a estatal, a proposta inclui reajuste equivalente a 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde dos empregados.

“Os Correios reafirmam seu compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da prestação dos serviços postais à população brasileira”, afirmou a empresa.

Com a greve aprovada por tempo indeterminado, o impacto efetivo sobre agências, atendimento e entregas no Paraná dependerá da adesão à paralisação e das medidas operacionais adotadas pela estatal.

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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