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Greve na Caixa começa nesta quinta 10/09

Clientes devem priorizar canais digitais enquanto negociação prossegue; situação do Banco do Brasil será definida em assembleia

caixa greve

Os empregados da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado, com adesão também da base de Pato Branco e região, enquanto os funcionários do Banco do Brasil ainda vão deliberar em assembleia nesta quinta, segundo o presidente sindical Leduir Tonial.

A paralisação da Caixa foi aprovada após a rejeição da proposta para renovação do acordo coletivo específico da instituição. O principal impasse envolve as condições de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados e dependentes.

No Banco do Brasil, a situação é diferente. Parte das bases sindicais do país aderiu à greve, enquanto outras decidiram manter as negociações. No Sudoeste do Paraná, uma assembleia nesta quinta-feira vai definir os próximos passos.

Caixa retoma negociação nesta quinta

O presidente do Sindicato dos Bancários do Sudoeste do Paraná, Leduir Tonial, afirmou que a Caixa chamou a representação dos trabalhadores para uma nova rodada de negociação nesta quinta-feira.

Segundo ele, uma mudança na proposta relacionada ao plano de saúde pode alterar os rumos da mobilização.

“Caso tenha algum avanço interessante, principalmente a retirada do Plano de Saúde, que está dentro da proposta, que é o que mais está pegando, de repente, possa ser aceita a proposta, mas vai depender dessa negociação de hoje na Caixa”, afirmou Tonial.

A paralisação, porém, começou nesta quinta-feira conforme decisão tomada anteriormente pelos trabalhadores.

Saúde Caixa concentra impasse

Na proposta rejeitada, a contribuição do empregado para o Saúde Caixa passaria dos atuais 3,5% do salário-base para 5,5%.

O valor mensal cobrado por dependente, atualmente de R$ 480, subiria para R$ 870. Para dependentes entre 24 e 27 anos, o valor informado passaria de R$ 800 para R$ 1.050.

A proposta foi rejeitada em 93 bases sindicais que decidiram pela paralisação. Outras 35 recusaram o acordo, mas optaram pela continuidade das negociações.

A Caixa informou que mantém as tratativas com as entidades representativas dos empregados para tentar renovar o acordo coletivo.

Banco do Brasil terá decisão

No Banco do Brasil, o impasse também envolve o plano de assistência à saúde, mas não houve uma decisão uniforme entre as bases sindicais.

Dos sindicatos que realizaram assembleias, 39 aceitaram a proposta de aporte de R$ 360 milhões para manutenção do plano até novembro. Outros 60 rejeitaram a oferta e decidiram continuar negociando, enquanto 27 aprovaram greve.

No Sudoeste, Leduir Tonial informou que os funcionários terão uma nova assembleia nesta quinta-feira.

“A maioria do pessoal que votou na assembleia votou assim, para não greve, mas reabertura das negociações”, explicou.

Segundo o dirigente, o banco voltou à mesa após a primeira votação e apresentou ajustes em pontos da proposta.

“Dependendo da assembleia de hoje, o Banco do Brasil pode vir a fazer greve ou pode aceitar o acordo também”, afirmou Tonial.

Bancos privados já fecharam acordo

Os funcionários dos bancos privados não participam da paralisação. Segundo Tonial, essas instituições tiveram a proposta da Federação Nacional dos Bancos aprovada desde a primeira rodada de assembleias.

A Convenção Coletiva de Trabalho da categoria foi assinada na quarta-feira (9).

O acordo prevê reajuste correspondente ao INPC acumulado entre setembro de 2025 e agosto de 2026, acrescido de 0,6% de aumento real. O índice definitivo será conhecido na sexta-feira (11).

O mesmo percentual será aplicado a benefícios e outras verbas previstas na convenção.

PLR terá antecipação em setembro

O acordo mantém a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cujo valor varia conforme o salário do funcionário e o resultado obtido por cada instituição.

A parcela referente ao exercício de 2026 será quitada até março de 2027, com antecipação prevista para setembro.

O pagamento antecipado inclui componentes relacionados ao salário e ao lucro obtido pelas instituições no primeiro semestre.

Clientes devem priorizar canais digitais

Durante a greve, clientes da Caixa podem encontrar alterações no atendimento presencial nas unidades atingidas pela mobilização.

A orientação é utilizar, sempre que possível, canais digitais e outras alternativas disponibilizadas pelas instituições para pagamentos e serviços bancários.

No Banco do Brasil, a situação do atendimento dependerá das decisões tomadas em cada base sindical. No Sudoeste do Paraná, a definição ocorre após a assembleia dos funcionários prevista para esta quinta-feira.

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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