Os empregados da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado, com adesão também da base de Pato Branco e região, enquanto os funcionários do Banco do Brasil ainda vão deliberar em assembleia nesta quinta, segundo o presidente sindical Leduir Tonial.
A paralisação da Caixa foi aprovada após a rejeição da proposta para renovação do acordo coletivo específico da instituição. O principal impasse envolve as condições de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados e dependentes.
No Banco do Brasil, a situação é diferente. Parte das bases sindicais do país aderiu à greve, enquanto outras decidiram manter as negociações. No Sudoeste do Paraná, uma assembleia nesta quinta-feira vai definir os próximos passos.
Caixa retoma negociação nesta quinta
O presidente do Sindicato dos Bancários do Sudoeste do Paraná, Leduir Tonial, afirmou que a Caixa chamou a representação dos trabalhadores para uma nova rodada de negociação nesta quinta-feira.
Segundo ele, uma mudança na proposta relacionada ao plano de saúde pode alterar os rumos da mobilização.
“Caso tenha algum avanço interessante, principalmente a retirada do Plano de Saúde, que está dentro da proposta, que é o que mais está pegando, de repente, possa ser aceita a proposta, mas vai depender dessa negociação de hoje na Caixa”, afirmou Tonial.
A paralisação, porém, começou nesta quinta-feira conforme decisão tomada anteriormente pelos trabalhadores.
Saúde Caixa concentra impasse
Na proposta rejeitada, a contribuição do empregado para o Saúde Caixa passaria dos atuais 3,5% do salário-base para 5,5%.
O valor mensal cobrado por dependente, atualmente de R$ 480, subiria para R$ 870. Para dependentes entre 24 e 27 anos, o valor informado passaria de R$ 800 para R$ 1.050.
A proposta foi rejeitada em 93 bases sindicais que decidiram pela paralisação. Outras 35 recusaram o acordo, mas optaram pela continuidade das negociações.
A Caixa informou que mantém as tratativas com as entidades representativas dos empregados para tentar renovar o acordo coletivo.
Banco do Brasil terá decisão
No Banco do Brasil, o impasse também envolve o plano de assistência à saúde, mas não houve uma decisão uniforme entre as bases sindicais.
Dos sindicatos que realizaram assembleias, 39 aceitaram a proposta de aporte de R$ 360 milhões para manutenção do plano até novembro. Outros 60 rejeitaram a oferta e decidiram continuar negociando, enquanto 27 aprovaram greve.
No Sudoeste, Leduir Tonial informou que os funcionários terão uma nova assembleia nesta quinta-feira.
“A maioria do pessoal que votou na assembleia votou assim, para não greve, mas reabertura das negociações”, explicou.
Segundo o dirigente, o banco voltou à mesa após a primeira votação e apresentou ajustes em pontos da proposta.
“Dependendo da assembleia de hoje, o Banco do Brasil pode vir a fazer greve ou pode aceitar o acordo também”, afirmou Tonial.
Bancos privados já fecharam acordo
Os funcionários dos bancos privados não participam da paralisação. Segundo Tonial, essas instituições tiveram a proposta da Federação Nacional dos Bancos aprovada desde a primeira rodada de assembleias.
A Convenção Coletiva de Trabalho da categoria foi assinada na quarta-feira (9).
O acordo prevê reajuste correspondente ao INPC acumulado entre setembro de 2025 e agosto de 2026, acrescido de 0,6% de aumento real. O índice definitivo será conhecido na sexta-feira (11).
O mesmo percentual será aplicado a benefícios e outras verbas previstas na convenção.
PLR terá antecipação em setembro
O acordo mantém a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cujo valor varia conforme o salário do funcionário e o resultado obtido por cada instituição.
A parcela referente ao exercício de 2026 será quitada até março de 2027, com antecipação prevista para setembro.
O pagamento antecipado inclui componentes relacionados ao salário e ao lucro obtido pelas instituições no primeiro semestre.
- EDITAL DE CONVOCAÇÃO – AGE – EMPREGADOS DO BANCO DO BRASIL
- Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Paraná (FEEB-PR) – COMUNICADO DE PARALISAÇÃO DAS ATIVIDADES
Clientes devem priorizar canais digitais
Durante a greve, clientes da Caixa podem encontrar alterações no atendimento presencial nas unidades atingidas pela mobilização.
A orientação é utilizar, sempre que possível, canais digitais e outras alternativas disponibilizadas pelas instituições para pagamentos e serviços bancários.
No Banco do Brasil, a situação do atendimento dependerá das decisões tomadas em cada base sindical. No Sudoeste do Paraná, a definição ocorre após a assembleia dos funcionários prevista para esta quinta-feira.

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