A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Emrelis (telisotuzumabe vedotina), novo medicamento para o tratamento de câncer de pulmão. O remédio é indicado para adultos com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) avançado ou metastático que já passaram por uma terapia sistêmica. A agência também registrou um medicamento para câncer de mama.
O Emrelis se destina a pacientes com CPCNP não escamoso, localmente avançado ou metastático, com receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) do tipo selvagem e com alta superexpressão da proteína c-Met.
O medicamento reconhece e se liga de forma seletiva à proteína c-Met, presente na superfície das células do tumor. Depois disso, o complexo é absorvido pela célula e libera a monometilauristatina E (MMAE), substância que provoca a morte da célula tumoral.
Resultados do estudo
A aprovação se baseou principalmente no estudo de fase 2 LUMINOSITY (M14-239), feito com pacientes com CPCNP que já tinham recebido tratamento.
O telisotuzumabe vedotina teve taxa de resposta objetiva de 29,2% na população total avaliada. Entre os pacientes com alta superexpressão de c-Met, a taxa chegou a 34,5%. Segundo a Anvisa, as respostas foram duradouras, com benefício clínico relevante em um cenário de poucas opções de tratamento.
Câncer de pulmão
O câncer de pulmão está entre as principais causas de morte por câncer no mundo. O CPCNP representa cerca de 85% dos casos, e aproximadamente 70% deles são do subtipo não escamoso.
Quando a doença está localmente avançada ou metastática, ou seja, quando as células do tumor se espalham para outras partes do corpo, o prognóstico é desfavorável. De acordo com a Anvisa, há poucas terapias disponíveis depois da quimioterapia e da imunoterapia.
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Medicamento para câncer de mama
A Anvisa também aprovou o registro do Poherdy (pertuzumabe), indicado para câncer de mama metastático e para câncer de mama inicial.
Na doença metastática, o Poherdy deve ser usado em combinação com trastuzumabe e docetaxel. A indicação é para pacientes com câncer de mama HER2-positivo metastático ou localmente recorrente não ressecável, isto é, que não pode ser operado, e que não tenham recebido tratamento anterior com anti-HER2 ou quimioterapia.
No câncer de mama inicial, o medicamento é usado com trastuzumabe e quimioterapia, em duas situações:
- Tratamento neoadjuvante (antes da cirurgia): para pacientes com câncer de mama HER2-positivo localmente avançado, inflamatório ou em estágio inicial com alto risco de recorrência, seja com tumor maior que 2 cm de diâmetro, seja com linfonodo positivo, como parte do esquema completo de tratamento.
- Tratamento adjuvante (após a cirurgia): para pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágio inicial com alto risco de recorrência.
As aprovações constam da Resolução 4.078/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

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