O Sistema FAEP obteve a Licença de Instalação ambiental para construir o Centro de Excelência em Bovinocultura de Leite, em Castro, nos Campos Gerais. Emitido pelo Instituto Água e Terra (IAT) em 30 de outubro, o documento autoriza o início das obras da unidade, com cursos gratuitos para o setor leiteiro.
A licença saiu menos de dois meses após a concessão da Licença Prévia. Com investimento de aproximadamente R$ 36 milhões, o centro terá capacidade para formar 500 profissionais por ano, com cursos voltados às demandas do setor produtivo.
As obras serão executadas pela A&C Construções e Serviços Ltda., vencedora da licitação realizada pelo Sistema FAEP. O contrato prevê prazo de aproximadamente 16 meses corridos para a execução do projeto.
Equipes trabalharam em conjunto, diz Meneguette
“De forma conjunta, as equipes técnicas do Sistema FAEP e do IAT trabalharam incansavelmente para cumprir mais essa etapa do processo em tempo recorde. Agora, a obra vai começar efetivamente para, no mais breve possível, colocar os cursos à disposição dos trabalhadores e produtores envolvidos com a cadeia do leite em todo o país”, afirmou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
“O Centro será uma das principais referências brasileiras em produção de leite. Vamos capacitar e qualificar profissionais para todos os cantos do país”, completou Meneguette.
IAT atribui agilidade à qualidade do processo
“Essa agilidade ocorreu, primeiro, porque o processo foi apresentado de forma tecnicamente correta pelo Sistema FAEP, sem necessidade de solicitar complementações. O processo foi analisado rapidamente pelos nossos técnicos, e a licença foi emitida em um prazo curto, permitindo o início das obras. Quanto antes o Centro estiver pronto, melhor para o setor leiteiro do Paraná”, disse o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.
“A cadeia leiteira reúne muitos pequenos produtores rurais, e existe um interesse social muito grande na qualificação dos profissionais que trabalham arduamente na produção de leite. O Paraná já produz leite de grande qualidade e, com essa iniciativa, poderá avançar ainda mais”, afirmou Bisognin.
Cursos técnicos com reconhecimento do MEC
A oferta prevista inclui o curso técnico em Agropecuária e a especialização em Bovinocultura de Leite, ambos com reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). O centro foi concebido para aproximar a educação profissional das necessidades das propriedades rurais.
O projeto também prevê capacitações e treinamentos de instrutores e técnicos de campo. A estrutura foi dimensionada para atividades de educação profissional e tecnológica, com possibilidade de ensino presencial e a distância.
“O Paraná será a sede de uma instituição de ponta para formar mão de obra qualificada para essa cadeia produtiva de vital importância para o setor agropecuário nacional e para a economia do país”, afirmou o superintendente adjunto do Senar Paraná, Renato Storrer Lage.
Estrutura terá oito blocos
O centro terá aproximadamente 4 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em oito blocos, em um terreno de quatro hectares ao lado do Parque Tecnológico da Agroleite.
Os blocos terão funções específicas e vão abrigar salas de aula, laboratórios, biblioteca, refeitório e espaços administrativos. A arquitetura seguirá a identidade dos prédios da Agroleite, com elementos da tradição holandesa presente na região.
Articulação começou em 2024
A implantação do centro é resultado de uma articulação iniciada pelo Sistema FAEP em julho de 2024, com participação do Sistema CNA/Senar, da cooperativa Castrolanda, do Sindicato Rural de Castro e da Prefeitura de Castro. A pedra fundamental foi lançada em 6 de agosto de 2025.
A unidade integra a estratégia do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Nacional de instalar centros de excelência dedicados a cadeias produtivas específicas, reunindo formação profissional, conhecimento e tecnologia. Apesar da sede no Paraná, a proposta tem alcance nacional.
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Por que Castro foi escolhida
Castro é reconhecida pela Lei Federal 13.584, de 2017, como Capital Nacional do Leite. O município tem mais de 51,5 mil vacas ordenhadas e produção média anual de 10,3 mil litros por animal, cerca de 4,1 vezes a média nacional, de 2,4 mil litros por vaca ao ano.
Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho, aliado à presença de cooperativas, produtores especializados e estruturas ligadas à atividade, contribuiu para a escolha do município.

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