Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em dois anos

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O dólar encerrou esta sexta-feira (8) em queda no mercado brasileiro e fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024. O movimento acompanhou o recuo da moeda norte-americana no exterior, após a divulgação de dados fortes do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

A moeda norte-americana fechou o dia cotada a R$ 4,8961, com baixa de 0,55%. Na semana, o dólar acumulou queda de 1,13% frente ao real.

Já o dólar futuro para junho, o mais negociado atualmente na B3, recuava 0,78% no fim da tarde, cotado a R$ 4,9205.

Payroll acima do esperado movimenta mercado

O principal fator que influenciou o mercado financeiro foi a divulgação do payroll, o relatório oficial de empregos dos Estados Unidos.

Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira, a economia norte-americana abriu 115 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola em abril, número muito acima das 62 mil vagas previstas por economistas consultados pela Reuters.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos permaneceu em 4,3%.

O resultado reduziu a percepção de risco de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano, favorecendo ativos de risco e pressionando o dólar para baixo em vários mercados.

Mercado acompanha tensão entre EUA e Irã

Os investidores também seguem atentos ao cenário geopolítico, especialmente às tensões envolvendo Estados Unidos e Irã.

O mercado aguarda uma possível resposta do governo iraniano sobre negociações de cessar-fogo, mesmo após novos episódios de confronto no Golfo Pérsico e ataques registrados nos Emirados Árabes Unidos.

Apesar das incertezas internacionais, os ativos de risco tiveram desempenho positivo ao longo do dia, beneficiando moedas emergentes, bolsas de valores e mercados domésticos.

Bolsa brasileira também avançou

No Brasil, além da queda do dólar, o mercado acionário também teve desempenho positivo, impulsionado pela valorização de ações e pela repercussão da temporada de balanços corporativos.

Segundo Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, o cenário externo ainda apresenta sinais mistos devido às tensões geopolíticas, mas o enfraquecimento global do dólar favoreceu o real e os juros futuros brasileiros.

Cotação do dólar comercial

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