O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (15), pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais e pelas incertezas no cenário político brasileiro.
O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,61%, encerrando o pregão aos 177.238,83 pontos. Durante a sessão, o índice chegou à mínima de 175.417,25 pontos e atingiu máxima de 178.340,52 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 31,58 bilhões.
Com o desempenho desta sexta-feira, o Ibovespa acumulou queda de 3,71% na semana.
Tensão global e inflação pressionam mercados
O mercado financeiro foi impactado pelas preocupações com a inflação global e pelas incertezas envolvendo o conflito no Oriente Médio.
A falta de avanços em um possível acordo de paz na região impulsionou o preço do petróleo e aumentou o temor de novas pressões inflacionárias no cenário internacional.
Os contratos do petróleo Brent fecharam em alta de 3,35%, cotados a US$ 109,26 por barril.
Além disso, indicadores fortes de inflação nos Estados Unidos elevaram as apostas de que o Federal Reserve poderá promover novos aumentos de juros ainda neste ano.
No mercado norte-americano, o índice S&P 500 encerrou o dia em queda de 1,23%, aos 7.408,5 pontos.
Petrobras ameniza perdas do índice
Ao longo da sessão, o Ibovespa chegou a registrar perdas superiores a 1%, mas reduziu parte da queda com apoio de ações ligadas ao setor de petróleo, especialmente Petrobras (PETR3 e PETR4).
A valorização internacional do petróleo ajudou a sustentar os papéis da estatal brasileira no pregão.
Cenário político segue no radar dos investidores
No ambiente doméstico, investidores também acompanharam os desdobramentos políticos e eleitorais.
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, buscaram minimizar os impactos das notícias envolvendo a relação do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso sob acusações de diversos crimes.
Na quinta-feira (14), o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou que a agenda do senador segue mantida normalmente.
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Mercado adota postura mais seletiva
Segundo o gestor da Hike Capital, Ângelo Belitardo, o mercado mantém uma visão construtiva para o médio prazo, mas entrou em um momento de maior seletividade.
De acordo com ele, o cenário de juros elevados, câmbio pressionado e alta dos juros futuros favorece empresas com balanços sólidos e geração previsível de caixa.
Entre os setores considerados mais defensivos neste momento estão energia elétrica, saneamento, concessões, logística, rodovias, infraestrutura básica e bancos bem capitalizados.
Já setores mais dependentes da queda de juros, como varejo, construção civil e empresas ligadas a commodities mais alavancadas, exigem maior cautela por parte dos investidores.





