O El Niño atingiu a categoria mais alta no Oceano Pacífico Equatorial e deve elevar o volume de chuvas no Paraná até dezembro, segundo balanço do Simepar divulgado na quinta-feira, 8 de outubro. As regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste devem ter os maiores desvios.
A previsão é de chuva acima da média em todas as regiões do estado, concentrada em poucos dias. Segundo o Simepar, esse cenário aumenta o risco de temporais severos, granizo e raios.
As previsões dos institutos internacionais indicam que a intensidade do fenômeno ainda vai subir até novembro. O El Niño deve permanecer ativo até, pelo menos, março de 2027.
Temperatura do Pacífico 2,1°C acima da média
A temperatura chegou a 2,1°C acima da média na área de referência usada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) para monitorar o El Niño. O índice subiu de forma consistente desde abril, e em junho foi confirmado que o fenômeno estava ativo.
A projeção é que a temperatura chegue a 3,3°C acima da média entre novembro e janeiro. Segundo a NOAA, há 83% de chance de que este seja um dos El Niños mais fortes registrados desde 1950.
Depois do pico, o fenômeno deve perder intensidade aos poucos. Ainda assim, a probabilidade também é de 83% de que o El Niño siga com intensidade muito forte até o fim do verão de 2027, em março.
Acompanhamento diário das previsões
O Simepar ressalta que o acompanhamento diário das previsões do tempo é indispensável. Os períodos exatos das chuvas dependem dos sistemas que atuam na região, como frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários.
Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões. Eventos mais fortes, porém, aumentam a probabilidade dos padrões climáticos normalmente associados ao fenômeno.
Prefeituras reforçam a prevenção
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) intensificou as ações de preparação com os municípios. Os dez Núcleos de Atuação Regional (NAR) fizeram encontros com os 399 coordenadores municipais para alertar sobre a gravidade do cenário.
As prefeituras foram orientadas a melhorar a drenagem, principalmente em áreas com histórico de ocorrências, além de atualizar o Plano de Contingência e preparar a população local.
Até agora, 278 prefeituras fizeram ao menos uma ação de prevenção, como limpeza de bueiros e galerias, desassoreamento de rios e canais, reuniões de orientação ou simulados de mesa.
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Simulados em mais de 2 mil colégios
Por meio do Programa Brigadas Escolares, a Cedec e a Secretaria de Educação do Paraná prepararam um guia prático para situações de vendaval, granizo, inundações e alagamentos. Nesta semana, a rede estadual começou o treinamento, que prevê simulados em mais de 2 mil colégios.
Segundo o coronel Ivan Fernandes, coordenador-geral do Programa Brigadas Escolares, em eventos severos as escolas são os melhores locais para os alunos permanecerem até a situação melhorar.
“Com esse guia reforçamos a cultura de prevenção e orientamos como cada instituição pode organizar seu próprio simulado de acordo com os riscos daquela edificação ou localidade”, afirmou.
O material, com 23 páginas, pode ser usado por escolas públicas e privadas e está disponível gratuitamente no site da Defesa Civil, defesacivil.pr.gov.br. Cabe a cada direção avaliar o cenário mais vulnerável e definir o protocolo a ser adotado.
O guia orienta os simulados de edificação, feitos quatro vezes por ano na rede estadual e nas escolas especiais. O programa atua desde 2012 na prevenção e resposta a situações de risco no ambiente escolar.
Como receber alertas da Defesa Civil
A Defesa Civil Estadual monitora as condições do tempo 24 horas por dia, com apoio de meteorologistas do Simepar, e envia alertas em caso de condições severas.
Para receber os alertas por SMS, basta enviar o CEP para o número 40199. Pelo WhatsApp, é preciso salvar o número (61) 2034-2611 e iniciar uma conversa. O cadastro pode ser feito pelo CEP, pelo município ou pela localização.

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