A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito que investigou a morte de um cão comunitário atropelado no bairro Alto da Glória, em Palmas, no Sudoeste do Paraná. Um homem de 24 anos foi indiciado por maus-tratos a animais com resultado morte. O procedimento agora segue para análise do Ministério Público.
O atropelamento ocorreu na noite de 7 de agosto. Conforme a investigação, o cão estava na via pública junto a outros animais quando foi atingido pelo veículo conduzido pelo investigado.
Imagens de câmeras de segurança tiveram papel fundamental na apuração. Segundo as informações divulgadas sobre o inquérito, as gravações indicaram que o motorista não buscou evitar o atropelamento. Após atingir o animal, ele deixou o local sem prestar socorro.
Cão ficou paraplégico após o atropelamento
O impacto provocou uma luxação na coluna do cachorro. A lesão comprometeu os movimentos e deixou o animal paraplégico.
Após o atropelamento, o cão foi socorrido e encaminhado para atendimento em uma clínica veterinária. Ele permaneceu internado enquanto profissionais avaliavam a possibilidade de recuperação.
No entanto, o quadro neurológico foi considerado irreversível. Diante da gravidade das lesões, o animal foi submetido à eutanásia em 21 de agosto, duas semanas após o atropelamento.
A conclusão do inquérito ocorreu na segunda-feira (24). Com as diligências realizadas e a análise das imagens, a Polícia Civil apontou o homem de 24 anos como autor do fato e formalizou o indiciamento.
O investigado ainda não foi julgado. Com o encerramento da investigação policial, o procedimento segue para o Ministério Público, que deverá analisar os elementos reunidos e decidir sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça.
ONG cobra responsabilização pelo caso
A morte do cão provocou manifestação da ONG Meu Amigo de Patas, entidade que atua na proteção animal em Palmas.
Em posicionamento sobre o caso, a organização afirmou que continuará cobrando medidas firmes diante de situações de violência contra animais.
“A ONG Meu Amigo de Patas sempre pedirá justiça e continuará cobrando medidas firmes e rigorosas diante de qualquer situação de maus-tratos contra animais”, afirmou a entidade.
A organização também agradeceu o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil e a colaboração das pessoas que contribuíram com a investigação.
“Não vamos nos calar diante da crueldade. Cada vida importa e todo caso de violência contra um animal merece ser investigado, responsabilizado e tratado com a seriedade que a causa animal exige”, acrescentou a ONG.
A Meu Amigo de Patas mantém atuação conhecida em Palmas. Em 2017, a entidade e a Associação Palmense de Proteção Animal (APP Animal) receberam Moção de Aplausos da Câmara Municipal pelo trabalho desenvolvido na defesa de animais em situação de rua e semidomiciliados.
Em junho deste ano, a ONG também participou de uma ação para construção de casinhas destinadas a cães em situação de rua durante o período de baixas temperaturas no município.
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Crime pode resultar em pena de dois a cinco anos
A legislação brasileira estabelece punição específica para casos de maus-tratos envolvendo cães e gatos.
O artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais, quando o crime é cometido contra cães ou gatos.
Caso o animal morra em decorrência dos maus-tratos, a legislação determina ainda aumento da pena de um sexto a um terço.
A eventual aplicação dessas penalidades, porém, depende do andamento do processo e de possível condenação judicial.
A própria PCPR orienta que situações de maus-tratos sejam denunciadas. A população pode registrar informações de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, e 181, do Disque-Denúncia. Também é possível utilizar a Delegacia Virtual de Proteção Animal.

















