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Mulheres da FAEP vão usar inteligência artificial em 2027

Após viagem técnica aos Estados Unidos, comissão estadual discute em novembro como levar a tecnologia a sindicatos e comitês municipais

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A Comissão Estadual de Mulheres da FAEP (CEMF) planeja usar inteligência artificial (IA) nas ações de 2027. A decisão segue a viagem técnica do Sistema FAEP aos Estados Unidos, entre maio e outubro, que levou 13 das 15 coordenadoras regionais da comissão e presidentes de sindicatos rurais a conhecer o uso da tecnologia no campo.

As produtoras rurais participaram das cinco delegações organizadas pelo Sistema FAEP. Os grupos visitaram empresas de tecnologia, universidades, propriedades rurais e entidades de representação nos estados de Nebraska, Iowa, Illinois e Missouri.

As propostas serão discutidas no encontro de planejamento da CEMF para 2027, marcado para 10 e 11 de novembro, na sede do Sistema FAEP, em Curitiba.

Tecnologia para comitês e sindicatos

Segundo a coordenadora da CEMF, Lisiane Czech, o conhecimento adquirido nos Estados Unidos vai reforçar o preparo das integrantes para atuar em comitês e conselhos municipais. A proposta também é usar as ferramentas conhecidas na viagem para atrair associados aos sindicatos rurais.

“Muito do que foi visto nos Estados Unidos será debatido em nosso encontro de planejamento para 2027. Queremos desmistificar a tecnologia junto às nossas integrantes, para que façam uso benéfico das ferramentas, a fim de estarem preparadas para colocar em prática nas propriedades e também debater nos comitês municipais, defendendo os interesses do setor agropecuário”, afirmou Lisiane, que também é vice-presidente do Sistema FAEP e presidente do Sindicato Rural de Teixeira Soares.

“Precisamos abrir a visão de futuro das nossas integrantes, para que estejam preparadas para usar Inteligência Artificial nas ações do dia a dia da comissão e do sindicato”, completou.

Objetivo da viagem técnica

O roteiro nos Estados Unidos teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre a aplicação de Inteligência Artificial e de pesquisas para elevar a eficiência na gestão das propriedades do Paraná.

“Essa experiência adquirida nas viagens técnicas permite conhecer tecnologias já em uso nos Estados Unidos e que, logo, estarão no Brasil. Desta forma, os nossos produtores rurais estão atualizados e com conhecimento suficiente para aplicar nas propriedades”, disse o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

“Essa tecnologia vai extrapolar a porteira das fazendas, podendo ser utilizada nos nossos 163 sindicatos rurais e demais grupos do sistema sindical rural paranaense”, acrescentou.

Ao todo, as cinco delegações reuniram mais de 200 participantes de 125 sindicatos, entre líderes rurais, produtores, integrantes de entidades parceiras e representantes da CEMF.

Planejamento reúne 26 participantes

O encontro de novembro terá 26 participantes: as 15 coordenadoras regionais atuais, integrantes convidadas para assumir a nova gestão e presidentes de sindicatos rurais.

“A CEMF, ano após ano, tem contribuído para abrir mais espaço para as mulheres e dar destaque para essa atuação. Por isso, o uso do conhecimento adquirido nas viagens técnicas permite ampliar a visão. Afinal, uma pessoa sem conhecimento dá palpite. Mas quando se tem conhecimento, é possível dar sugestões”, afirmou Roseli de Fátima Celestino, coordenadora local da CEMF em Maringá, que integrou o quinto grupo.

“Como as viagens técnicas aconteceram recentemente, as coordenadoras e presidentes de sindicatos estão com as ideias quentes. Isso vai ajudar na definição das ações para 2027”, disse.

Comissão tem 112 grupos locais

Criada em janeiro de 2021, a CEMF reúne 112 comissões locais entre os 163 sindicatos rurais do Paraná, com 5.039 produtoras rurais mobilizadas. Os grupos dentro das entidades sindicais buscam ampliar a presença de lideranças femininas no campo e no sistema sindical.

Para Simone Carvalho de Paula, integrante da CEMF e vice-presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as ferramentas e o conhecimento trazidos dos Estados Unidos precisam ser aplicados em diferentes frentes de atuação.

“As viagens técnicas promoveram muitos aprendizados. Precisamos transformar isso em palestras, conhecimento e ações para transformar os nossos sindicatos rurais e as nossas comissões locais”, afirmou Simone.

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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