A Polícia Militar do Paraná (PMPR) iniciou nesta terça-feira (15) um mutirão estadual para fiscalizar Medidas Protetivas de Urgência concedidas a mulheres vítimas de violência doméstica. Coordenada pela Patrulha Maria da Penha, a ação ocorre simultaneamente em diferentes regiões, com visitas preventivas, acompanhamento das vítimas e verificação de possíveis descumprimentos.
Durante o mutirão, policiais visitam as residências de mulheres que possuem medidas protetivas. As equipes verificam o cumprimento das determinações e orientam as vítimas sobre os canais de atendimento e os serviços disponíveis na rede de proteção.
O trabalho utiliza informações do monitoramento realizado pela PMPR em conjunto com outros órgãos, entre eles o Poder Judiciário e a Polícia Civil do Paraná.
Visitas buscam identificar situações de risco
O subcomandante-geral da PMPR, coronel Paulo Renato Aparecido Siloto, afirmou que as informações compartilhadas entre os órgãos orientam as ações realizadas em todo o Estado.
“A Corporação faz um monitoramento juntamente com outros órgãos do Estado, com o Poder Judiciário e com a Polícia Civil do Paraná. A partir dessas informações, estamos desencadeando ações em todo o Estado para fazer verificações e levar acolhimento às vítimas de violência doméstica”, explicou.
Além de verificar o cumprimento das medidas protetivas, as visitas permitem contato direto entre policiais e mulheres atendidas.
Segundo a chefe da Coordenadoria da Patrulha Maria da Penha da PMPR, major Carolina Zancan, esse acompanhamento pode revelar riscos que não chegam espontaneamente aos órgãos de segurança.
“A visita preventiva permite que a equipe tenha contato direto com a mulher e perceba situações que nem sempre chegam até os serviços de segurança. É uma forma de acompanhar o cumprimento da medida e agir antes que uma situação de violência se agrave”, explicou.
PMPR fez mais de 47 mil visitas em sete meses
Entre janeiro e julho deste ano, a Polícia Militar realizou 47.308 visitas preventivas individuais em 372 municípios paranaenses.
No mesmo período, foram promovidas 3.138 ações preventivas coletivas em 355 municípios.
Entre as atividades estão 1.569 palestras, que alcançaram pelo menos 116.023 pessoas. A PMPR também contabilizou 1.069 outras ações e 500 reuniões de rede.
Policiais recebem capacitação para atendimento
As ocorrências de violência doméstica também fazem parte da rotina das equipes de radiopatrulha da Polícia Militar.
Segundo a Coordenadoria da Patrulha Maria da Penha, os policiais militares participam de capacitações e nivelamentos periódicos para atuar em ocorrências emergenciais e em ações preventivas.
A preparação tem como foco o atendimento humanizado e o encaminhamento das mulheres aos serviços da rede de enfrentamento à violência doméstica.
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Descumprimento deve ser comunicado à polícia
Em caso de descumprimento de uma medida protetiva ou diante de qualquer situação de risco, a orientação é procurar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190 ou diretamente por meio de uma equipe policial.
As vítimas também podem procurar os demais órgãos que integram a rede de proteção.
Segundo a PMPR, a comunicação rápida permite que as equipes intervenham diante da violação da determinação judicial e adotem as providências necessárias para preservar a segurança da vítima.

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