O Prêmio Queijos do Paraná chega à terceira edição consolidado como uma das principais vitrines da produção queijeira brasileira. Organizada por um comitê gestor formado pelo Sistema FAEP, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Sebrae-PR, Senac-PR e Sindileite-PR, a premiação deve atingir um novo recorde em 2027, com expectativa de superar 600 produtos inscritos.
O crescimento do concurso reflete a evolução da cadeia produtiva de queijos no Estado. Em sua primeira edição, realizada entre 2022 e 2023, o prêmio reuniu 291 participantes. Já na segunda edição, realizada em 2024 e 2025, o número saltou para 477 produtos, representando um aumento de 64% no volume de inscrições.
Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a premiação contribui para fortalecer a identidade queijeira paranaense e ampliar o reconhecimento dos produtores.
“O Paraná sempre teve uma produção extremamente qualificada, mas que precisava ser mais valorizada e reconhecida. O prêmio surgiu justamente para fortalecer essa cadeia, agregando valor e mostrando ao consumidor que os nossos queijos estão entre os melhores do Brasil e do mundo”, afirma.
Lançamento da terceira edição ocorre em Curitiba
O lançamento oficial da terceira edição está marcado para o dia 23 de junho, no Mercado Municipal de Curitiba. Além da abertura das inscrições para o Prêmio Queijos do Paraná, o evento marcará a estreia do Concurso Queijo Colonial do Paraná, uma nova iniciativa voltada à valorização de um dos produtos mais tradicionais da gastronomia estadual.
O concurso será exclusivo para queijos coloniais produzidos dentro das características tradicionais da categoria. Os produtos inscritos não poderão conter mistura de outros tipos de leite ou adição de condimentos, preservando a identidade histórica do queijo colonial paranaense.
Nova competição valoriza tradição do queijo colonial
De acordo com a técnica do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP, Luciana Matsuguma, a avaliação do Concurso Queijo Colonial do Paraná será diferenciada e envolverá três critérios principais.
“Vamos trabalhar com três avaliações diferentes. A primeira é a análise sensorial in natura. A segunda será a versatilidade gastronômica, avaliando harmonização com bebidas alcoólicas e não alcoólicas e também o comportamento desse queijo em preparações gastronômicas. E a terceira avaliação será a história, origem, tradição e histórico de produção”, explica.
Os três melhores queijos coloniais receberão destaque especial durante a premiação.
Análise sensorial garante avaliação técnica
Assim como nas edições anteriores, os produtos serão avaliados por meio da análise sensorial, metodologia reconhecida internacionalmente para avaliação da qualidade de alimentos.
Os jurados analisam aspectos como aparência, textura, sabor e aroma dos produtos. Segundo Luciana Matsuguma, o método permite identificar características técnicas e sensoriais que diferenciam os produtos de excelência.
“Os jurados avaliam a aparência, textura, sabor e aroma dos produtos. É uma metodologia utilizada pela indústria alimentícia para controle de qualidade, mas também serve para compreender sensorialmente aquele alimento e identificar suas características”, destaca.
Evento técnico deve reunir mais de mil participantes
A programação da terceira edição prevê palestras técnicas, minicursos, mesas-redondas, harmonizações gastronômicas e atividades voltadas aos produtores e profissionais do setor.
O evento principal está programado para os dias 2 e 3 de junho de 2027, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. A expectativa da organização é reunir aproximadamente 1,2 mil participantes ao longo da programação.
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Livro dos medalhistas será lançado
Outro destaque do lançamento da terceira edição será a apresentação do livro oficial da segunda edição do prêmio. A publicação reúne informações sobre os queijos medalhistas, conteúdos técnicos sobre a cadeia leiteira e a trajetória da premiação.
“A ideia do livro, em cada edição, é registrar essa evolução da identidade queijeira do Paraná. É uma forma concreta de eternizar essa história, mostrar como os produtos evoluíram ao longo das edições e valorizar os produtores que estão construindo essa identidade do Estado”, afirma Meneguette.
A versão digital da publicação ficará disponível gratuitamente a partir de 23 de junho no site do Sistema FAEP.
Premiação cresce a cada edição
Na primeira edição, o concurso contou com 291 queijos inscritos, representando 90 produtores de 62 municípios paranaenses. Ao todo, foram distribuídas 98 medalhas entre as categorias Super Ouro, Ouro, Prata e Bronze.
Já na segunda edição, o número de participantes subiu para 477 queijos, produzidos por 105 competidores de 77 municípios. O prêmio ampliou suas categorias de 14 para 21 e também promoveu o Concurso Excelência em Muçarela, que reuniu 33 produtos participantes.
Com a expectativa de ultrapassar 600 inscrições na próxima edição, o Prêmio Queijos do Paraná reforça seu papel como uma das principais ferramentas de valorização da produção láctea paranaense e de fortalecimento da identidade queijeira do Estado.

