Dois Vizinhos faz caminhada contra o feminicídio

Dois Vizinhos faz caminhada contra o feminicídio

Mobilização reuniu poder público, forças de segurança, entidades e comunidade em defesa das mulheres

caminhada do meio-dia dois vizinhos
Participantes da 4ª Caminhada Contra o Feminicídio percorreram ruas de Dois Vizinhos nesta terça-feira (11).
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Dois Vizinhos realizou nesta terça-feira (11) a 4ª Caminhada Contra o Feminicídio, reunindo Administração Municipal, forças de segurança, entidades, empresas, servidores e moradores. A mobilização integrou o Agosto Lilás e reforçou ações de prevenção, denúncia e enfrentamento à violência contra as mulheres.

Durante o ato, foram divulgados dados sobre pedidos de medidas protetivas no município. Dois Vizinhos registrou 344 solicitações em 2025 e já contabiliza 170 pedidos em 2026.

A caminhada foi promovida pela Administração Municipal, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, Idoso, Juventude e Imigrante, em parceria com Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Caminhada saiu da Praça da Amizade

A concentração começou às 10h na Praça da Amizade. Às 11h, os participantes seguiram em caminhada até a Prefeitura Municipal.

Entidades, empresas, conselhos, instituições, secretarias municipais, servidores públicos, autoridades e moradores participaram da mobilização.

A atividade levou às ruas mensagens relacionadas à prevenção da violência, à importância da denúncia e à necessidade de participação de toda a sociedade no enfrentamento ao feminicídio.

Município registra 170 medidas protetivas em 2026

Os números divulgados durante a caminhada reforçaram a dimensão dos atendimentos relacionados à violência contra a mulher em Dois Vizinhos.

Em 2025, foram registrados 344 pedidos de medidas protetivas. Neste ano, já são 170 solicitações.

A secretária municipal da Mulher, Idoso, Juventude e Imigrante, Maria de Lourdes Claro da Silva, destacou que o enfrentamento à violência exige participação coletiva.

“O combate à violência contra a mulher depende da participação de toda a sociedade. Precisamos romper o silêncio, incentivar a denúncia e mostrar que nenhuma mulher está sozinha”, afirmou.

Segundo a secretária, a mobilização busca aproximar o poder público e a comunidade na proteção das mulheres.

“A caminhada representa justamente essa união entre o poder público e a comunidade em defesa da vida, da dignidade e do direito de todas as mulheres viverem sem medo”, disse.

Medo e dependência dificultam rompimento da violência

Maria de Lourdes também apontou que mulheres podem permanecer em situações de violência por diferentes fatores, entre eles medo, vergonha, dependência financeira ou afetiva e receio do julgamento.

Segundo a secretária, além do fortalecimento das políticas públicas, é necessário que familiares, amigos e a própria comunidade estejam preparados para acolher e orientar quem precisa de ajuda.

A mobilização destacou que sinais de violência não devem ser tratados apenas como uma questão particular ou restrita ao ambiente familiar.

Delegada destaca importância da denúncia

A Polícia Civil também participou da caminhada. A delegada Amanda Kutzner ressaltou a importância de romper o silêncio para interromper ciclos de violência.

“É fundamental que a mulher saiba que não está sozinha e que existem instituições e profissionais preparados para acolher, orientar e proteger”, afirmou.

Amanda destacou que as agressões podem começar de forma silenciosa e se agravar ao longo do tempo.

“A violência muitas vezes começa de maneira silenciosa e pode se agravar. Por isso, precisamos reconhecer os sinais, buscar ajuda e denunciar”, disse.

A delegada também chamou atenção para a responsabilidade da sociedade diante de situações de violência.

“Não podemos nos calar diante da violência contra a mulher”, afirmou.

Agosto Lilás reforça prevenção

A 4ª Caminhada Contra o Feminicídio integra a programação do Agosto Lilás, período destinado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra as mulheres.

A mobilização defendeu a atuação conjunta entre poder público, forças de segurança, instituições e comunidade para ampliar a prevenção e a proteção das vítimas.

Segundo a organização, o enfrentamento da violência envolve educação, informação, fortalecimento da rede de proteção e ações permanentes durante todo o ano.


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