Produtores terão capacitação para cultivo hidropônico

Produtores terão capacitação para cultivo hidropônico

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Projeto-piloto vai orientar 30 produtores sobre o uso correto de defensivos agrícolas e boas práticas de produção

O Sistema FAEP participa de um projeto-piloto da Adapar que vai monitorar resíduos de defensivos agrícolas e capacitar 30 produtores hidropônicos da Região Metropolitana de Curitiba a partir de agosto. A iniciativa busca orientar o uso correto dos produtos, qualificar o cultivo e ampliar a segurança dos alimentos.

Os agricultores participantes foram selecionados por meio da Ceasa e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, a Adapar. Os detalhes do projeto foram apresentados nesta quinta-feira (16), durante reunião da Comissão Técnica de Hortifruticultura do Sistema FAEP.

O Sistema FAEP ficará responsável por oferecer treinamento aos produtores, com orientações sobre o uso correto de defensivos agrícolas durante o cultivo hidropônico.

Projeto reúne quatro instituições

Além do Sistema FAEP e da Adapar, a iniciativa conta com a participação do Instituto de Tecnologia do Paraná, o Tecpar, e do Ministério Público do Paraná.

O Tecpar fará a análise dos níveis de resíduos de defensivos nas amostras de vegetais coletadas. O Ministério Público do Paraná viabilizou os recursos para o estudo.

Os valores são provenientes de empresas autuadas em inquérito civil por comercializar defensivos agrícolas de forma irregular.

“A capacitação é o caminho mais eficiente para garantir uma produção segura, sustentável e de alta qualidade. Ao apoiar essa iniciativa, o Sistema FAEP reforça seu compromisso de levar conhecimento técnico ao produtor, oferecendo as ferramentas necessárias para que ele adote as melhores práticas agrícolas, valorize seu produto e entregue um alimento seguro à sociedade”, afirmou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Primeira etapa terá coleta de amostras

A primeira fase do projeto será realizada entre agosto e outubro. Nesse período, as equipes farão a coleta e o diagnóstico de amostras da colheita.

O objetivo é identificar os níveis de resíduos de defensivos agrícolas presentes nas espécies analisadas. Com os dados registrados, as entidades poderão orientar os produtores e desenvolver ações para qualificar a produção.

Após o diagnóstico, os agricultores participarão de oficinas e reuniões promovidas em parceria com o Sistema FAEP.

Também serão incluídos os profissionais de agronomia que prestam assistência técnica nas propriedades participantes. A etapa de capacitação deve ocorrer até o início de 2027.

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Nova análise avaliará resultado da capacitação

Depois dos treinamentos, o projeto terá uma nova rodada de análises. A etapa vai verificar o aprendizado dos agricultores e se as orientações foram aplicadas nas propriedades.

O chefe da Divisão de Controle de Agrotóxicos da Adapar, Leandro Dadalt, afirmou que a proposta tem caráter preventivo e poderá permitir a certificação dos produtores que atenderem às normas.

“É um trabalho preventivo. Inclusive, o agricultor vai ter a oportunidade de receber um selo da Adapar se estiver em conformidade com as normas de qualidade. Esse selo atesta ao consumidor que aquele alimento foi produzido com boas práticas agrícolas”, explicou Dadalt.

Após a conclusão do projeto-piloto, a iniciativa poderá ser ampliada para outras regiões do Paraná.

Fonte: diariodosudoeste.com.br


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