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Urnas do Paraná terão baterias extras contra falta de luz

Equipamentos de contingência garantem o funcionamento das seções mesmo se houver queda de energia no domingo da votação

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O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) recarrega cerca de 4 mil baterias externas de contingência para as urnas eletrônicas de todo o estado. A operação, iniciada na segunda-feira (12) e prevista até sábado (17), busca prevenir riscos climáticos na votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro.

O trabalho é conduzido pela Secretaria de Administração (SECAD) e pela Secretaria de Tecnologia da Informação (SECTI) do tribunal. As baterias externas funcionam como reserva de energia para as urnas em caso de interrupção no fornecimento de luz nos locais de votação.

A Justiça Eleitoral do Paraná também recebeu 400 fontes, que são partes de urnas, enviadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para dar suporte no dia da eleição. Para garantir a segurança das equipes envolvidas na recarga, o TRE-PR comprou equipamentos de proteção individual (EPIs).

Paraná teve 140 municípios sem energia no 1º turno

A medida responde ao que ocorreu em 4 de outubro. Segundo o TSE, o Paraná registrou o problema de infraestrutura de maior alcance do país no primeiro turno, quando chuvas fortes e ventos provocaram queda de energia em 140 municípios.

Durante a votação, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, chegou a informar falta total ou parcial de energia em seções eleitorais de 94 municípios paranaenses. De acordo com o ministro, a votação seguiu normalmente no estado com o uso de baterias e geradores.

As urnas eletrônicas têm baterias próprias, com autonomia de 10 a 12 horas. Os geradores entram como estrutura adicional quando o fornecimento de energia é interrompido.

Em um balanço parcial do TSE, o Paraná ficou em terceiro lugar no número de urnas substituídas, com 177 equipamentos, atrás de São Paulo, com 299, e do Rio de Janeiro, com 185. Em União da Vitória, mais de 9,5 mil eleitores tiveram o local de votação alterado por causa de alagamentos.

Plano de contingência foi elogiado pelo TSE

Na terça-feira (13), o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, participou de reunião no TSE, em Brasília, com representantes de 24 tribunais regionais eleitorais. No encontro, o ministro Kassio Nunes Marques elogiou a atuação da Justiça Eleitoral do Paraná na prevenção de riscos climáticos.

O TRE-PR elaborou um plano de contingência para identificar pontos em alerta vermelho ou amarelo para temporais e antecipar a chegada de chuvas, raios e tempestades. O tribunal mantém parceria com o Simepar, que faz o monitoramento de chuvas intensas, ventos fortes e granizo desde 27 de setembro.

A Copel também acompanha o fornecimento de energia nos 4.322 locais de votação do estado, por meio de um sistema de operação em tempo real.

Preparação das urnas vai até 20 de outubro

Paralelamente à recarga das baterias, a Justiça Eleitoral prepara as urnas para o segundo turno desde segunda-feira (12). O trabalho segue até 20 de outubro e pode ser acompanhado pelo público.

“Qualquer pessoa interessada pode acompanhar o trabalho, sem a necessidade de autorização prévia”, afirmou o desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza.

Mais de 30 mil urnas serão usadas no Paraná, onde mais de 8,6 milhões de eleitores voltam às seções no domingo (25) para escolher apenas o presidente da República. O transporte dos equipamentos até os locais de votação ocorre na véspera do pleito, com esquema especial de segurança e apoio de servidores e forças policiais.

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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