AGORA

Alexandre Curi apresenta prioridades para atuar no Senado

Na última entrevista da campanha, candidato destacou municípios, infraestrutura, saúde e propostas de mudanças no STF

Alexandre Curi

Alexandre Curi (Republicanos), candidato ao Senado pelo Paraná, apresentou suas prioridades em entrevista antes da eleição deste domingo. Na conversa voltada aos eleitores do interior, defendeu mais recursos federais para os municípios, investimentos em infraestrutura e saúde, além de mudanças nas regras do Supremo Tribunal Federal.

Ao fazer um balanço da campanha, Curi afirmou ter identificado um distanciamento entre os eleitores e os atuais senadores paranaenses. Segundo ele, as conversas durante as viagens pelo Estado reforçaram a proposta de manter uma atuação próxima das cidades.

“Se eleito, o Paraná volta a ter um senador combativo, um senador que conhece o Paraná por inteiro, um senador municipalista que vai ser a voz dos prefeitos”, afirmou.

Alexandre Curi destaca relação com os municípios

Com o lema “menos Brasília e mais Paraná”, Curi defendeu a presença do senador nos municípios, independentemente do tamanho da população. Para ele, o mandato deve ouvir demandas locais e buscar soluções junto ao governo federal.

Questionado sobre o apoio declarado de mais de 360 prefeitos, o candidato classificou as adesões como reconhecimento de sua trajetória municipalista. Também afirmou que esse apoio aumenta sua responsabilidade com as cidades.

“Ninguém mora na União, ninguém mora no Estado. Todo mundo mora no município e é o município que tem que ter essa atenção especial”, disse.

Entre as prioridades, Curi citou creches, escolas municipais, obras urbanas e políticas para pessoas em situação de rua. Além disso, defendeu investimentos do Ministério da Educação para ampliar a estrutura de atendimento nos municípios.

Saúde e infraestrutura estão entre as prioridades

Na saúde, Curi propôs fortalecer hospitais filantrópicos e Santas Casas, com foco na descentralização dos atendimentos. O candidato também apontou a revisão da tabela do SUS como uma medida fundamental para essas instituições.

Segundo os números apresentados por ele na entrevista, os hospitais filantrópicos atendem 50% da população paranaense e respondem por 75% da alta complexidade. Curi argumentou que o governo federal precisa conhecer melhor essa estrutura e suas demandas.

Na infraestrutura, o candidato destacou a Nova Ferroeste, uma ponte entre Paraná e Mato Grosso do Sul e uma nova ligação ao Porto de Paranaguá. Também mencionou a conexão da BR-101 com a BR-277, contornos rodoviários e a terceira pista do aeroporto de Curitiba.

Para Curi, a expansão econômica do Paraná exige investimentos federais que acompanhem o crescimento da produção. Ele afirmou que pretende dialogar com o governo federal para apresentar essas prioridades.

Candidato propõe mudanças nas regras do STF

Ao abordar temas nacionais, Curi criticou decisões do Supremo Tribunal Federal e defendeu uma proposta de emenda à Constituição para alterar regras da Corte. Entre as medidas, citou mandatos para ministros e quarentena após a aposentadoria.

O candidato também propôs transparência sobre palestras e a proibição de apresentações remuneradas a empresas com interesses jurídicos no tribunal. Além disso, defendeu impedir parentes de ministros até o terceiro grau de advogar na Corte e criar uma fiscalização externa.

Sobre a composição do STF, Curi sugeriu reservar sete das 11 vagas a integrantes da magistratura, três à advocacia e uma ao Ministério Público. Em sua proposta, o presidente escolheria representantes da advocacia e do Ministério Público a partir de listas tríplices.

Curi declarou ainda que, caso seja eleito e o processo entre em votação, apoiará o impeachment de Alexandre de Moraes. O candidato fundamentou sua posição em críticas à atuação do ministro e em alegações de irregularidades apresentadas durante a entrevista.

Segurança pública e diálogo integram o discurso

Na segurança pública, Curi defendeu penas mais duras para estupro, latrocínio, feminicídio e outros crimes hediondos. Também afirmou que o Senado deve discutir a redução da maioridade penal e mudanças na legislação criminal.

Por outro lado, ao tratar da relação entre os poderes, o candidato defendeu autonomia, independência e harmonia institucional. Citou sua experiência legislativa e afirmou ter aprovado 250 projetos de lei na Assembleia Legislativa do Paraná.

Curi também mencionou a Assembleia Itinerante como exemplo de aproximação com a população. Segundo ele, essa experiência deve orientar sua atuação caso conquiste uma cadeira no Senado.

Questionado sobre a possibilidade de conviver com governantes de posições diferentes, afirmou que manterá o diálogo. “Eu penso e dialogo com quem pensa como eu penso. E eu dialogo com quem pensa diferente de mim. Eu respeito o contraditório”, disse.

Entrevista termina com apelo à participação eleitoral

Na avaliação de Curi, a polarização dificulta o debate sobre saúde, segurança, saneamento e habitação. O candidato afirmou que pretende preservar seus posicionamentos e, ao mesmo tempo, negociar políticas públicas com diferentes grupos.

Ao encerrar a entrevista, pediu que os eleitores participem da votação e avaliem a trajetória dos candidatos. Também destacou a importância de analisar as duas escolhas para o Senado.

“A maioria dos candidatos ao Senado têm mandato, todos têm que prestar contas. E foi isso que eu fiz durante a eleição”, afirmou.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no WhatsApp

Entrar no grupo agora

Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *