O Paraná deve enfrentar maior frequência de períodos de chuva acima da média até o verão de 2026 para 2027 sob influência do El Niño, segundo o Simepar. O cenário aumenta a atenção após os temporais dos últimos dias, com possibilidade de chuvas volumosas, ventos fortes, granizo e raios.
O fenômeno já está ativo e deve favorecer chuvas acima da média na primavera e no verão no Sul do Brasil. No Paraná, Oeste, Sudoeste e Centro-Sul estão entre as regiões com maior volume esperado nos próximos meses.
A Defesa Civil segue atendendo comunidades atingidas e retirando moradores de áreas de risco. Dados apresentados pelo órgão apontam 510 ocorrências relacionadas a desastres desde o início de 2026, contra 264 no mesmo período de 2025, crescimento de 93,2%. Os registros oficiais são atualizados continuamente no sistema estadual.
Mais de 215 mil pessoas foram afetadas
Dos 399 municípios paranaenses, 231 já registraram impactos neste ano. Mais de 215 mil pessoas foram afetadas pelas ocorrências.
As tempestades concentram a maior parte dos registros, com 312 ocorrências envolvendo vendavais, chuvas intensas, granizo, raios e tornados.
O cenário exige atenção também pela condição do solo. Em regiões onde o terreno já está encharcado, novos volumes de chuva podem ampliar o risco de alagamentos, enxurradas, deslizamentos e movimentos de massa.
Mesmo depois da redução da chuva, a possibilidade de ocorrências permanece devido à dificuldade de absorção da água acumulada pelo solo.
Chuva acumulada aumenta preocupação
A doutora em Geografia, pesquisadora de mudanças climáticas e professora da Uninter, Larissa Warnavin, alerta para a importância de observar o acúmulo de precipitação durante vários dias, e não apenas a intensidade de um temporal isolado.
Áreas rurais estão entre as atingidas, com registros de quedas de barreiras e problemas em ruas e pontes, além de situações de isolamento.
Para a primavera, a atuação do El Niño mantém a preocupação com chuvas e temporais. O Simepar aponta que a influência do fenômeno deve persistir durante a primavera, o verão de 2026 para 2027 e o primeiro trimestre do próximo ano.
A previsão oficial indica maior frequência de episódios de tempo severo, incluindo tempestades fortes, chuvas intensas, inundações e enxurradas.
Sudoeste está entre áreas com mais chuva prevista
O Sudoeste do Paraná aparece entre as regiões que merecem maior atenção. Atualizações do Simepar indicam que Oeste e Sudoeste têm previsão de volumes mais elevados em relação à média climatológica, principalmente na bacia do Rio Iguaçu.
O fenômeno também favorece condições atmosféricas para sistemas capazes de produzir chuva intensa em curtos períodos, descargas atmosféricas, rajadas de vento e eventual ocorrência de granizo.
O cenário pode trazer impactos às áreas rurais e à produção agrícola. Os possíveis reflexos sobre a produção também aumentam a preocupação com o abastecimento e os preços dos alimentos na região Sul.
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Animais podem procurar áreas secas após alagamentos
A elevação dos rios e os alagamentos trazem outro ponto de atenção. Animais podem deixar seus habitats em busca de locais secos e aparecer em quintais, residências e áreas urbanas próximas aos rios.
Entre eles estão cobras, aranhas, sapos e outros animais silvestres.
A orientação é manter distância e não tentar capturar ou matar o animal. Quando houver risco, a população deve procurar os órgãos responsáveis, conforme orientação da bióloga especialista em animais aquáticos Camila Farias.
O meteorologista do Simepar Lizandro Jacóbsen também chama a atenção para o cenário dos próximos dias no Paraná e para a influência do El Niño sobre o Estado.
Com a perspectiva de novos períodos de chuva, a atenção deve ser reforçada principalmente nas proximidades de rios, encostas, estradas rurais e locais que já sofreram impactos dos temporais.

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