O delegado da Polícia Federal (PF) Fabiano Bordignon é apontado como o nome mais cotado para assumir a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) do Paraná. Ele integraria a gestão do governador eleito Sergio Moro (PL), que comandará o estado no mandato de 2027 a 2030.
Bordignon e Moro mantêm uma relação de trabalho antiga, iniciada no sistema penitenciário. Quando Moro foi ministro da Justiça do governo Bolsonaro, o delegado ocupou o cargo de diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), de janeiro de 2019 a maio de 2020.
Natural de Palmas, Fabiano Bordignon é delegado da PF desde 2002 e também atua como professor universitário.
Quem é Fabiano Bordignon
Bordignon nasceu em Palmas em 1975 e é filho de professores. Casado desde 1998, é pai de três filhos.
A carreira no serviço público começou no Tribunal Regional Eleitoral, onde trabalhou de 2000 a 2002. No mesmo ano em que deixou o tribunal, ingressou na Polícia Federal como delegado.
Na PF, coordenou operações de combate ao tráfico de drogas. Também atuou na área previdenciária em Curitiba, no combate à corrupção em organizações da sociedade civil e na repressão a roubos a bancos na capital.
Chefia em Paranaguá e Foz do Iguaçu
O delegado ocupou diferentes cargos de chefia na corporação. Comandou a Delegacia da PF em Paranaguá, de 2006 a 2007, e a de Foz do Iguaçu, de 2015 a 2018.
O período em Foz do Iguaçu foi marcado pelas investigações da Operação Pecúlio, voltada ao combate à corrupção. Na Tríplice Fronteira, Bordignon também foi coordenador brasileiro do Comando Tripartite, que articula a cooperação policial internacional entre Brasil, Argentina e Paraguai.
Relação com Sergio Moro começou em Catanduvas
Bordignon foi diretor da Penitenciária Federal em Catanduvas (PR) em dois períodos, de 2009 a 2010 e de 2012 a 2013. Na época, Moro atuava como juiz federal corregedor da unidade.
De 2014 a 2018, o delegado também presidiu o Conselho da Comunidade da mesma penitenciária.
Durante a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Bordignon exercia suas funções na PF em outras regiões, como na chefia em Foz do Iguaçu.
A aliança ganhou dimensão nacional em 2018. Ao ser anunciado como ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Moro escolheu Bordignon para dirigir o Depen. O delegado ficou no cargo de janeiro de 2019 até a saída de Moro do ministério, em maio de 2020.

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