Anvisa anuncia recolhimento de lote da água Crystal sem gás

agua mineral Crystal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (3) o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal, fabricada pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO). A medida foi oficializada por meio da Resolução nº 2.247/2026, publicada no Diário Oficial da União.

O recolhimento foi adotado após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra do produto analisada pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF).

Além disso, a Anvisa determinou a suspensão da comercialização, distribuição e utilização das unidades pertencentes ao lote afetado.

Mais de 374 mil garrafas fazem parte do lote

Segundo informações da fabricante, o lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 mililitros.

As unidades foram distribuídas principalmente no Distrito Federal, que recebeu 230.443 garrafas. Além disso, 66.768 unidades foram destinadas a cidades vizinhas de Goiás, 75.750 para municípios do interior de São Paulo e 1.439 para o estado do Tocantins.

De acordo com a empresa, até o momento não foram registradas reclamações de consumidores relacionadas ao lote nos canais oficiais de atendimento.

Contraprova confirmou presença da bactéria

A investigação teve início após uma ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF), responsável pela coleta da amostra encaminhada para análise laboratorial.

O exame realizado pelo Lacen-DF identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, o que motivou a realização do teste de contraprova previsto pelos procedimentos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).

Posteriormente, o Laudo de Análise Fiscal Definitivo confirmou o resultado inicial, validando a presença do microrganismo na amostra analisada.

Consequentemente, a Divisa-DF determinou a interdição local do produto e comunicou o caso à Anvisa para adoção das medidas cabíveis.

Consumidores não devem ingerir o produto

A orientação das autoridades sanitárias é para que os consumidores verifiquem se possuem em casa unidades do lote LZ1 VAL200127, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027.

Caso o produto pertença ao lote de água mineral Crystal afetado, a recomendação é não realizar o consumo da água mineral.

Além disso, os consumidores devem aguardar as orientações que serão divulgadas pela empresa sobre os procedimentos de devolução e reembolso das unidades recolhidas.

Maior parte do lote já foi retirada das prateleiras

Segundo informações encaminhadas pela fabricante à Anvisa, o processo de recolhimento começou imediatamente após a confirmação do problema.

A empresa informou que aproximadamente 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis para compra nos estabelecimentos comerciais.

Dessa forma, a maior parte dos produtos afetados já foi retirada da cadeia de distribuição e venda.

Medida vale apenas para um lote específico

A Anvisa reforçou que o recolhimento se aplica exclusivamente ao lote LZ1 VAL200127, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027.

Não há qualquer restrição aos demais lotes da marca Crystal produzidos pela empresa.

Além disso, as informações analisadas até o momento indicam que a ocorrência está restrita apenas ao lote mencionado, sem evidências de contaminação em outras produções da unidade localizada em Luziânia, município situado a cerca de 60 quilômetros de Brasília.

Investigação continua em andamento

A fabricante da água mineral Crystal informou à Anvisa que já iniciou uma investigação interna para apurar as possíveis causas da ocorrência.

Segundo a agência reguladora, representantes da empresa se reuniram com técnicos da Anvisa, apresentaram esclarecimentos e protocolaram documentos demonstrando as ações adotadas para apuração do caso.

A investigação segue sendo acompanhada pela Anvisa e pelas vigilâncias sanitárias envolvidas. Até o momento, os laudos laboratoriais e as evidências analisadas apontam que o problema está limitado ao lote recolhido voluntariamente pela empresa.