O Sistema FAEP lançou um curso voltado à escolta de máquinas agrícolas em vias públicas, após mudanças nas regras de circulação desses equipamentos. A capacitação, inédita entre os serviços do Senar no Brasil, busca orientar produtores e familiares sobre segurança durante deslocamentos em rodovias.
A formação foi desenvolvida depois da publicação da Resolução 1.017/2024, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabeleceu critérios para o registro e a circulação de tratores e outras máquinas agrícolas em vias públicas.
Entre as exigências da resolução está a realização de escolta durante o deslocamento em rodovias para máquinas com largura superior a 2,80 metros. A nova regulamentação passou a permitir a circulação desses equipamentos em vias públicas desde o final de 2024.
Curso surgiu a partir de demanda do meio rural
Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a entidade reuniu sindicatos rurais e a Polícia Rodoviária Estadual para desenvolver a capacitação diante das novas regras.
“A partir dessa resolução, reunimos sindicatos rurais e a Polícia Rodoviária Estadual para construir uma capacitação que permitisse esse trânsito com segurança. A criação do curso atende o campo”, afirmou Meneguette.
O presidente destacou que a iniciativa é inédita entre os serviços do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) no país. “A capacitação é inédita entre os serviços do Senar no Brasil, reforçando o protagonismo do Paraná na busca por soluções voltadas à segurança no meio rural”, acrescentou.
Norma não exige capacitação específica para escolta
A Resolução 1.017/2024 não estabelece uma formação específica para quem realiza a escolta. A norma exige que o condutor seja habilitado e que o veículo utilizado esteja em condições regulares de circulação.
Mesmo sem a exigência de um curso, o Sistema FAEP decidiu oferecer o treinamento para auxiliar agricultores e pecuaristas que precisam acompanhar máquinas durante os deslocamentos.
“A preocupação é com quem acompanha essas máquinas. Muitas vezes é o próprio produtor ou seus familiares. Ou seja, se ocorrer um imprevisto, essa pessoa precisa saber como sinalizar a via, orientar os demais motoristas, acionar os órgãos competentes e agir de forma segura”, destacou Meneguette.
Segundo o presidente, a proposta é reduzir riscos durante o trajeto. “O objetivo é garantir que o deslocamento das máquinas aconteça com segurança, reduzindo riscos tanto para o produtor quanto para os demais usuários das rodovias”, afirmou.
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Formação tem 12 horas de aulas teóricas e práticas
O curso possui carga horária de 12 horas. São oito horas destinadas ao conteúdo teórico e quatro horas de atividades práticas. Cinco instrutores do Sistema FAEP passaram por capacitação específica para ministrar o treinamento.
As aulas abordam direção defensiva, posicionamento do veículo de escolta, distâncias de segurança, travessia de rodovias, comunicação entre o operador da máquina e o escoltador, primeiros socorros e protocolos para situações de emergência.
“Abordamos situações do dia a dia, como a distância adequada entre a máquina e o veículo de escolta, como agir em caso de neblina, quando é permitido circular e como proceder se houver uma pane ou um acidente durante o deslocamento”, explicou o técnico Maurinei Benedito Igerski, do Departamento de Desenvolvimento da Oferta do Sistema FAEP.
Curso também aborda Autorização Especial de Trânsito
A capacitação inclui orientações sobre a Autorização Especial de Trânsito (AET), documento exigido para a circulação de máquinas com dimensões específicas.
Os interessados em participar do treinamento devem procurar o sindicato rural da região. Mais informações também estão disponíveis no site do Sistema FAEP.




















