O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), acertou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno, após conversa por telefone na quinta-feira (8). A aproximação foi articulada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A informação foi divulgada pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo. Segundo a publicação, Tarcísio também telefonou para Ratinho Junior na mesma quinta-feira para tratar do acordo.

Ato público deve ocorrer após o feriado
A expectativa é que o governador paranaense torne o apoio oficial nos próximos dias e ajude a mobilizar outros governadores em favor do candidato do PL. Um ato público de adesão está previsto para depois do feriado de segunda-feira (12).
Ratinho Junior e Tarcísio também devem gravar juntos conteúdos para as redes sociais, reforçando o alinhamento com Flávio na reta final da campanha.
Campanha quer governadores na linha de frente
A estratégia da campanha de Flávio é coordenar a atuação de governadores em exercício para ampliar a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A adesão do paranaense é vista como um atrativo para outros chefes de Executivo estaduais.
Ao comentar a relação com o governador paulista, Ratinho Junior disse: “A minha relação com o Tarcísio é excelente”. Ele afirmou que Tarcísio cumpriu integralmente os compromissos firmados com o Paraná quando era ministro da Infraestrutura.
Outros apoios ao candidato do PL
Além do governador do Paraná, prefeitos e deputados estaduais do PSD em São Paulo devem declarar apoio a Flávio na próxima semana. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), que disputaram o primeiro turno, já anunciaram adesão, assim como o ex-presidente Michel Temer (MDB).
A campanha reúne seis partidos: PP, União Brasil, Republicanos, Podemos, MDB e Novo.
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Disputa contra Lula
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno, em 4 de outubro, com 47,03% dos votos válidos e enfrenta Lula no segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro.
A aproximação ocorre depois de um período de afastamento entre os dois grupos. Em março, o coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), ofereceu a Ratinho uma aliança para o primeiro turno. Diante da sinalização de que o PSD lançaria o paranaense à Presidência, o PL fechou apoio à pré-candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná.
Em 23 de março, Ratinho Junior anunciou que não disputaria o Palácio do Planalto e que pretendia concluir o mandato no estado.

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