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Curi defende impeachment de Moraes e novas regras no STF

Em sabatina, candidato do Republicanos afirmou que votaria pelo afastamento do ministro e apresentou propostas para alterar o funcionamento da Corte

Alexandre Curi

O candidato ao Senado Alexandre Curi (Republicanos) defendeu nesta quarta-feira (16), durante sabatina da Jovem Pan News Paraná, mandatos de nove a 12 anos para ministros do STF, mudanças nas indicações à Corte e o impeachment de Alexandre de Moraes. Curi também apresentou posições sobre emendas parlamentares, infraestrutura e investimentos no Paraná.

As propostas para o Supremo Tribunal Federal incluem restrições a decisões monocráticas em determinadas situações, fiscalização externa, quarentena para ministros, transparência sobre palestras remuneradas e limitações à atuação de parentes de integrantes da Corte perante o próprio STF. Curi já havia apresentado propostas semelhantes durante a campanha.

Sobre Alexandre de Moraes, o candidato reiterou posição favorável ao afastamento do ministro. “Eu defendo o afastamento do ministro Alexandre de Moraes. Se lá estivesse no Senado neste momento, votaria a favor do impeachment, sem viés ideológico, mas baseado em provas”, afirmou Curi.

Curi propõe mandato de nove a 12 anos no STF

Ao tratar da duração dos cargos no Supremo, Curi afirmou considerar adequado estabelecer um período determinado para a permanência dos ministros na Corte.

“Tem tempo de mandato na Itália, na Alemanha, na França, de nove a 12 anos. Essa é uma discussão que tem que ser feita, mas eu entendo que nove a 12 anos é um bom tempo de mandato do Supremo”, declarou.

Curi também propôs alterar o processo de escolha dos ministros. Pelo modelo apresentado pelo candidato, sete das 11 vagas seriam destinadas a integrantes da magistratura, três teriam origem em listas da advocacia e uma seria destinada ao Ministério Público Federal.

“O mais importante é você acabar com a indicação política. O debate tem que ser pelo currículo, pelo histórico e pela capacidade do indicado”, afirmou.

Atualmente, cabe ao Senado analisar as indicações para o STF e processar e julgar ministros da Corte nos casos de crimes de responsabilidade previstos na Constituição.

Candidato volta a criticar polarização

Apesar das posições apresentadas sobre o Supremo, Curi afirmou durante a sabatina que pretende evitar que as disputas nacionais concentrem toda a atuação política de um eventual mandato no Senado.

“Eu me manifestei contrário a essa polarização porque hoje você vê Brasília, um lado tentando destruir o outro”, disse.

O candidato relacionou essa posição ao conceito “Menos Brasília, Mais Paraná”, utilizado por sua campanha. Em outras sabatinas, Curi também apresentou segurança, infraestrutura e economia entre os temas que pretende priorizar no Senado.

Curi diz que usará emendas com transparência

As emendas parlamentares também foram abordadas na entrevista. Curi afirmou ser contrário à implantação das emendas impositivas na Assembleia Legislativa, mas disse que pretende utilizar o instrumento disponível no Senado caso seja eleito.

“É claro que eu não estou aqui dizendo que vou chegar no Senado e vou conseguir mudar as emendas impositivas. Então, eu usarei as emendas, mas com total transparência”, afirmou.

Segundo o candidato, a intenção é direcionar os recursos a programas estruturados com o Governo do Paraná, independentemente de quem estiver no comando do Executivo estadual.

“Seja quem for o governador, eu vou sentar com o governador. Vamos aplicar esses recursos em pavimentação, no custeio dos hospitais, na construção de escolas, de praças”, declarou.

A defesa do uso de emendas com transparência também foi apresentada por Curi em outra sabatina realizada nesta semana.

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Relação com futuro governador

Questionado se manteria essa disposição de diálogo caso Sergio Moro fosse eleito governador, Curi respondeu que respeitaria o resultado das urnas.

“Eu respeito a vontade da maioria da população. Essa é uma política de respeito, é uma política de diálogo”, afirmou.

“Em nenhum momento, por uma questão política ou partidária, eu vou prejudicar o meu Estado. Seja quem for o governador, terá o meu apoio lá no Senado da República”, acrescentou.

Infraestrutura e Fundo Sul entram na agenda

Na área de infraestrutura, Curi citou o contorno ferroviário de Curitiba e a Nova Ferroeste entre os projetos que pretende acompanhar caso seja eleito senador.

O candidato também defendeu que investimentos sejam incluídos na discussão sobre a renovação da concessão da Malha Sul e cobrou maior participação da representação paranaense nas decisões federais relacionadas à infraestrutura.

Outra proposta apresentada foi a criação de um Fundo Sul, com recursos para infraestrutura e apoio a municípios atingidos por desastres naturais. Curi já havia apresentado a proposta em outras agendas de campanha.

“O Paraná precisa resgatar esse protagonismo, essa força política e voltar a debater o Paraná”, afirmou.

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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