O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,38% nesta sexta-feira, 9 de outubro, e fechou aos 209.066,90 pontos, maior patamar da história. O dólar comercial caiu 0,78%, a R$ 4,98. O mercado reagiu a pesquisas que mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno.
O índice também renovou a máxima intradiária histórica, ao atingir 209.713,45 pontos durante a sessão. A mínima do dia foi de 206.237,55 pontos, e o volume financeiro negociado na B3 somou R$ 56,5 bilhões.
Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 8,82%, a mais forte de 2026. Em outubro, o ganho chega a 12,20%, e no ano, a 29,75%.
Dólar fecha a semana em queda de 4,44%
O dólar comercial terminou o dia vendido a R$ 4,985, após oscilar entre R$ 4,976 na mínima e R$ 5,009 na máxima. A moeda voltou a cair diante do real depois de duas altas consecutivas.
O movimento foi na direção contrária ao do dólar no exterior. O índice DXY, que mede a moeda americana frente a divisas de países desenvolvidos, subiu 0,11%. Na semana, o dólar acumulou queda de 4,44% frente ao real.
A taxa Ptax, calculada pelo Banco Central, fechou com venda a R$ 4,9892. Os juros futuros recuaram em toda a curva.
Pesquisas do segundo turno no radar
O pregão foi marcado pela reação dos investidores a duas pesquisas sobre o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
O Datafolha, divulgado na noite de quinta-feira, mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45%, um empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na manhã de sexta-feira, levantamento AtlasIntel contratado pela Bloomberg apontou Flávio com 51,1% e Lula com 45,7%. A margem de erro dessa pesquisa é de um ponto percentual.
IPCA acima do esperado
O otimismo da bolsa se manteve mesmo com a divulgação da inflação oficial. O IPCA de setembro subiu 0,82%, segundo o IBGE, acima da expectativa de 0,73% apontada em pesquisa da Reuters com analistas.
Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,58%, acima do teto da meta de 4,5%. Segundo o Bora Investir, da B3, o resultado de setembro foi pressionado pelo fim do Bônus de Itaipu, desconto concedido na conta de luz de agosto.
No exterior, a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país não atacaria o Irã antes das eleições legislativas americanas reduziu a preocupação com o petróleo pela manhã.
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Varejo e construção lideram altas
A maior alta do Ibovespa foi da MRV (MRVE3), com 21,62%, em dia de divulgação de prévias operacionais do setor de construção. Na sequência vieram Magazine Luiza (MGLU3), com 19,22%, Lojas Renner (LREN3), com 11,56%, Cury (CURY3), com 9,66%, e Cogna (COGN3), com 8,53%.
As maiores quedas foram do setor de telecomunicações. Vivo (VIVT3) recuou 5,25% e TIM (TIMS3) caiu 4,18%, em meio ao avanço da Starlink no mercado de telefonia. Também caíram Auren (AURE3), com 2,93%, Caixa Seguridade (CXSE3), com 2,48%, e Klabin (KLBN11), com 2%.
Entre as ações de maior peso, Petrobras (PETR4) subiu 0,94%, Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 2,27% e Vale (VALE3) fechou em alta de 0,38%.
Nova York e feriado
Em Nova York, os principais índices também fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,83%, o S&P 500 avançou 0,59% e o Nasdaq ganhou 0,64%.
Não haverá negociação na B3 na segunda-feira, 12 de outubro, feriado de Nossa Senhora Aparecida. A bolsa volta a funcionar normalmente na terça-feira, 13.

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