O candidato do PL ao Governo do Paraná, Sergio Moro, defendeu a ampliação do ensino médio integral e a oferta de disciplinas técnicas e de tecnologia no contraturno durante sabatina da Veja. Na entrevista, realizada na sexta-feira (18), ele também propôs retomar o diálogo com professores e discutir a reposição salarial da categoria.
Moro afirmou que pretende associar a expansão da jornada escolar à preparação dos estudantes para o mercado de trabalho. A proposta apresentada prevê incluir conteúdos profissionalizantes e tecnológicos no período adicional de permanência dos alunos na escola.
O candidato também abordou a remuneração dos docentes. Segundo Moro, uma eventual reposição salarial precisaria ser analisada de acordo com a situação financeira do Estado, em negociação com os representantes da categoria.
Ensino integral teria disciplinas profissionalizantes
“Nosso plano é ter uma expansão do ensino integral no ensino médio e colocar no contraturno disciplinas técnicas profissionalizantes e voltadas à tecnologia, para preparar os jovens para os desafios do futuro”, afirmou Moro.
A proposta foi apresentada como parte das medidas do candidato para a educação pública estadual. Moro defendeu que a ampliação do tempo na escola seja acompanhada de atividades relacionadas às demandas profissionais e tecnológicas.
Na mesma sabatina, o candidato afirmou que pretende abrir canais de diálogo entre o governo estadual e os professores. Ele mencionou reclamações da categoria sobre a relação com a atual administração e reconheceu a demanda por reposição salarial, condicionando sua análise à responsabilidade fiscal.
“Temos aqui também que valorizar os professores. Há uma reclamação muito grande dos professores hoje no Paraná de que não há diálogo com a atual administração do governo estadual. Nós vamos abrir as portas para o diálogo. Há uma demanda que, a meu ver, é legítima, de reposição desses salários, que estão defasados. Vamos ter que analisar isso, claro, com responsabilidade fiscal, mas sempre abertos ao diálogo”, declarou.
Colégios cívico-militares e plataformas digitais
Sergio Moro afirmou que pretende manter os colégios cívico-militares no Paraná e preservar a possibilidade de escolha das famílias. O candidato ponderou, porém, que esse modelo não resolve isoladamente todos os desafios da educação pública.
Outro ponto apresentado foi a avaliação do uso obrigatório de plataformas digitais na rede estadual. Moro propôs examinar os efeitos dessas ferramentas sobre o trabalho dos professores e a aprendizagem dos estudantes.
Durante a entrevista, ele também questionou a diferença entre o desempenho do Paraná no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e os resultados obtidos pelos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A comparação foi levantada pelo candidato como tema para análise da qualidade do ensino.
Segurança inclui combate ao crime organizado
Na segurança pública, Moro afirmou que pretende enfrentar a atuação de organizações criminosas no Paraná, inclusive no Porto de Paranaguá. Ele relacionou a proposta à experiência que acumulou na Operação Lava Jato e no Ministério da Justiça.
“Não podemos deixar a presença do crime organizado dentro do nosso porto. Nós vamos ser bastante agressivos, com base na lei, em relação à atuação dessas organizações criminosas aqui dentro do nosso Estado”, afirmou.
O candidato apresentou o combate ao crime organizado como uma das prioridades de sua proposta para a administração estadual.
Moro propõe agência estadual anticorrupção
Na área de gestão pública, Sergio Moro apresentou duas propostas de combate à corrupção: um código de ética para o governador, secretários e ocupantes de cargos de direção e a criação de uma agência estadual anticorrupção.
Segundo o candidato, a agência utilizaria cruzamento de dados para identificar indícios de fraudes em licitações e possíveis casos de enriquecimento ilícito.
Moro também defendeu que o dirigente do órgão tenha mandato, medida que, segundo sua proposta, buscaria protegê-lo de pressões políticas. A criação de uma agência anticorrupção também consta entre os compromissos divulgados pela campanha.
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Candidato comenta Lula e a Lava Jato
Questionado sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Moro criticou o governo federal e afirmou que não guarda ressentimento pessoal. Ele também relacionou a disputa estadual ao apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e aos candidatos de seu grupo ao Senado e ao Legislativo.
Ao responder sobre acusações de vazamentos seletivos durante a Lava Jato, Moro rejeitou a crítica. Ele sustentou que as condenações da operação se basearam em provas e que os processos respeitaram o devido processo legal.
O candidato também atribuiu a anulação de resultados da operação a uma reação política. Essa foi a interpretação apresentada por Moro durante a entrevista, não uma conclusão estabelecida pela sabatina.
Saúde e infraestrutura também entraram na entrevista
Na saúde, Moro retomou a proposta da Tabela SUS Paranaense. O candidato também citou investimentos em estradas, ferrovias e energia entre as prioridades para a infraestrutura estadual.
Ao comentar a elaboração de seu programa de governo, afirmou que o documento foi construído a partir de mais de 6 mil sugestões recebidas pela internet.
As propostas apresentadas na sabatina integram a campanha de Moro ao Governo do Paraná nas Eleições 2026.

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