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Requião Filho questiona reabertura da Estrada do Colono

Setor produtivo defende a redução das distâncias entre Oeste e Sudoeste, enquanto Requião Filho questiona os benefícios da reabertura.

requião filho dr. rosinha gleisi

O candidato do PDT ao Governo do Paraná, Requião Filho, questionou a reabertura da Estrada do Colono durante entrevista à TV Celinauta, na sexta-feira (18). Ao comentar a ligação entre Capanema e Serranópolis do Iguaçu, reivindicada por representantes do Sudoeste, ele defendeu que os possíveis benefícios sejam avaliados diante dos impactos ambientais.

A implantação da Estrada-Parque Caminho do Colono integra a Carta do Sudoeste 2026, documento que reúne reivindicações regionais. A proposta busca restabelecer uma ligação rodoviária entre o Sudoeste e o Oeste do Paraná, interrompida no trecho que atravessa o Parque Nacional do Iguaçu.

Na entrevista, Requião Filho relacionou sua posição à preservação das florestas e aos efeitos das mudanças climáticas. A declaração apresentada não contém um compromisso de implantar a estrada, mas também não detalha uma alternativa de ligação entre as regiões.

O que Requião Filho disse sobre a estrada?

“Entendo que diante das crises climáticas, dos furacões, das secas, o Paraná precisa preservar as florestas. Se derrubar tudo o que temos, daqui a pouco não temos mais solo. Será que vale a pena uma estrada que atrapalha o meio ambiente sem resolver o problema? Tem que pensar se realmente seria bom”, afirmou o candidato à TV Celinauta.

A manifestação ocorreu em meio à campanha para o Governo do Paraná. A Estrada do Colono é uma das reivindicações apresentadas por entidades e lideranças do Sudoeste aos candidatos nas Eleições 2026.

A Carta do Sudoeste também reúne outras demandas de infraestrutura, entre elas o Aeroporto Regional em Renascença, um ramal da Nova Ferroeste e a duplicação da PRC-280 entre Francisco Beltrão e Marmeleiro.

Por que o setor produtivo pede a reabertura?

A Estrada do Colono é um antigo caminho que liga Serranópolis do Iguaçu, no Oeste, a Capanema, no Sudoeste. O segmento de aproximadamente 18 quilômetros atravessa o Parque Nacional do Iguaçu.

Representantes do setor produtivo defendem que a ligação reduziria as distâncias percorridas entre as duas regiões, especialmente no transporte de insumos agrícolas e da produção de grãos.

A reivindicação não é nova. A Câmara dos Deputados já discutia, em 2005, propostas para restabelecer a circulação no trecho, com apoio de moradores e produtores rurais de municípios próximos ao parque.

Estrada foi fechada por determinação judicial

O caminho passou por diferentes períodos de funcionamento e interdição. Em 13 de junho de 2001, uma operação da Polícia Federal, do Exército e do Ibama cumpriu determinação judicial para fechar a Estrada do Colono.

Segundo o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), a medida atingiu um trecho de 17,6 quilômetros entre Serranópolis do Iguaçu e Capanema, dentro do Parque Nacional do Iguaçu.

A Justiça Federal posteriormente determinou o fechamento definitivo e a recuperação da área degradada. O TRF4 informou, em publicação de 2021, que a vegetação das margens da antiga estrada estava em processo de recuperação.

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Projeto de estrada-parque já foi apresentado no Congresso

Uma das tentativas legislativas de retomar a ligação foi o Projeto de Lei 7.123/2010, apresentado pelo então deputado federal Assis do Couto. A proposta previa criar a categoria de unidade de conservação denominada Estrada-Parque e instituir a Estrada-Parque Caminho do Colono no Parque Nacional do Iguaçu.

O texto estabelecia condições para a circulação no trecho e vedava o tráfego de veículos de carga. A proposta passou a tramitar no Senado como Projeto de Lei da Câmara 61/2013, mas foi arquivada ao final da legislatura, em dezembro de 2022.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) manifestou preocupação com os impactos ambientais da proposta. O órgão apontou a importância do Parque Nacional do Iguaçu para a conservação da Mata Atlântica.

A discussão sobre a Estrada do Colono, portanto, envolve duas questões apresentadas por diferentes setores: a demanda por uma ligação rodoviária mais curta entre Oeste e Sudoeste e as restrições de proteção ambiental aplicáveis ao parque nacional.

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Redação

Diário Sudoeste - Notícias de Pato Branco, Sudoeste do Paraná.

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