Uma denúncia apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) nesta semana questiona uma publicação do deputado federal e ex-secretário de Estado da Saúde Beto Preto, na qual o parlamentar defende a vacinação como instrumento de prevenção e proteção da saúde pública.
A denúncia tramita na classe “Notícia de Irregularidade em Propaganda Eleitoral” e enquadra a publicação na categoria “Propaganda na Internet”. O texto acusa Beto Preto de usar a vacina para se promover politicamente nas redes sociais.
A publicação que motivou a denúncia, porém, tem como conteúdo central uma defesa direta da vacinação. No texto, Beto Preto destaca que a tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola, doenças que podem provocar complicações graves, especialmente em crianças e gestantes. Também reforça que manter a vacinação em dia é uma atitude de responsabilidade individual e coletiva, uma vez que a ampliação da cobertura vacinal contribui para reduzir a circulação dessas doenças.
Deputado é médico e ex-secretário da Saúde
Para Beto Preto, que é médico formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), a prevenção sempre esteve no centro de sua atuação profissional e pública, seja como prefeito de Apucarana ou na passagem pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, período em que ganhou projeção pela atuação na gestão da saúde pública e no enfrentamento da pandemia.
“Causa estranheza que uma manifestação pública em defesa de uma medida de prevenção em saúde seja apresentada à Justiça Eleitoral como possível irregularidade. A vacinação não é uma pauta criada para uma eleição, mas uma política de saúde pública respaldada por evidências científicas e incorporada às estratégias de prevenção de doenças. Defender que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada, portanto, está diretamente relacionado à minha atuação como médico que construiu sua trajetória pública justamente na área da saúde”, defende Beto Preto.
A própria mensagem publicada por Beto Preto nas redes sociais é objetiva ao associar vacinação, prevenção e responsabilidade coletiva. Ao final, o deputado orienta que as famílias verifiquem suas cadernetas de vacinação e procurem uma unidade de saúde caso exista alguma dose pendente, encerrando com a afirmação de que “vacinas salvam vidas, e informação também”.
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Deputado questiona limites entre saúde e propaganda
Para o candidato, o episódio abre espaço para uma reflexão sobre os limites entre manifestação pública sobre saúde e propaganda eleitoral. “Em vez de tratar a defesa da vacinação como uma conduta suspeita, a discussão deveria reconhecer a importância de agentes públicos e profissionais da saúde utilizarem seus espaços de comunicação para disseminar informação responsável, especialmente sobre medidas preventivas capazes de proteger a população”, afirma.
Durante a pandemia, Beto Preto esteve à frente da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná em um dos períodos mais desafiadores da história recente da saúde pública. Sua atuação naquele momento colocou a prevenção, a vacinação e a organização do sistema de saúde no centro de sua agenda pública.
“Agora, uma publicação que retoma justamente a defesa da prevenção por meio da vacinação é alvo de questionamento na Justiça Eleitoral. Isso é, no mínimo, um extremo retrocesso”, concluiu o deputado.

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