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Biometria facial será obrigatória para ter linha de celular

Norma da Anatel exige reconhecimento facial; clientes atuais têm até o fim de 2028 para se recadastrar, e linhas irregulares poderão ser cortadas

biometria facial

A biometria facial será obrigatória para contratar e manter linhas de celular, segundo norma da Anatel. Foto: magnific.com

A biometria facial será obrigatória para contratar e manter linhas de telefonia móvel no Brasil. A exigência está na Norma Técnica GT-SEG.2026.11, aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e será implantada aos poucos. Clientes atuais terão até o fim de 2028 para fazer o recadastramento.

A partir de janeiro de 2029, as linhas que não forem regularizadas poderão ser suspensas e, depois, canceladas. Segundo a Anatel, o objetivo é dificultar fraudes no cadastro, como a habilitação de chips com dados falsos ou de outras pessoas.

Prazos da biometria

Prazos da biometria facial na telefonia móvel

PrazoO que passa a valer
30/09/2027Biometria obrigatória para ativar novas linhas pré-pagas
31/12/2027Biometria obrigatória para novas linhas pós-pagas, portabilidade, troca de chip e alteração de cadastro
Até o fim de 2028Recadastramento de quem já tem linha de celular
A partir de jan/2029Linhas não regularizadas poderão ser suspensas e, depois, canceladas

Fonte: Anatel, Norma Técnica GT-SEG.2026.11

Como será a validação

A identidade será conferida por reconhecimento facial com prova de vida, que verifica se a pessoa está de fato diante da câmera. A imagem será comparada com bases biométricas já existentes, públicas ou privadas.

As operadoras terão de oferecer a validação nas lojas físicas e nos canais digitais. A norma também prevê procedimentos alternativos para quem não conseguir fazer a autenticação biométrica.

Golpes que a medida quer evitar

Entre as fraudes ligadas ao uso indevido de linhas estão o SIM swap, em que criminosos assumem o número da vítima para receber códigos enviados por SMS, a clonagem de WhatsApp e os golpes do falso parente e da falsa central de atendimento.

“Hoje, o número de celular virou uma chave da identidade digital: recebe o código do banco, recupera a senha do e-mail e valida o WhatsApp”, disse ao InfoMoney Joelson Vellozo Júnior, diretor de Políticas Públicas da Unico, empresa especializada em verificação de identidade.

Segundo ele, a biometria não elimina as fraudes, mas dificulta o uso de dados pessoais vazados. O executivo afirma que o reconhecimento facial sozinho não basta, porque pode ser burlado por fotos, vídeos ou deepfakes, e por isso a prova de vida e os sistemas de detecção de ataques são necessários.

Proteção de dados

A coleta da biometria levanta questões sobre o uso dos dados pessoais. A Anatel afirma que a norma prevê mecanismos de proteção alinhados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Como a regra permite o uso de bases biométricas que já existem, as operadoras não precisam criar bancos de dados próprios.

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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