Fundo Estratégico recebeu aporte estadual de R$ 2 bilhões e pretende mobilizar cerca de R$ 10 bilhões em capital público e privado
O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou nesta quinta-feira, 16 de julho, uma estratégia para manter o Paraná entre os destinos de investimentos privados após a reforma tributária. O plano tem como principal iniciativa o Fundo Estratégico do Paraná, que pretende mobilizar cerca de R$ 10 bilhões.
A apresentação ocorreu durante encontros com empresários reunidos pelo Masterboard Curitiba e pelo LIDE Paraná.
Coordenado pela Invest Paraná, o fundo soberano estadual deverá participar temporariamente de empreendimentos considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico do Estado.
Fundo recebeu aporte inicial de R$ 2 bilhões
O Fundo Estratégico do Paraná já concluiu as etapas de estruturação jurídica e administrativa.
O Governo do Estado realizou um aporte inicial de R$ 2 bilhões. Nesta fase, o projeto avança na composição da governança e na captação de investidores privados nacionais e internacionais.
A expectativa do governo é alcançar cerca de R$ 10 bilhões para apoiar iniciativas nas áreas de infraestrutura, logística, inovação e industrialização.
Segundo Ratinho Junior, o modelo busca manter a competitividade do Paraná diante das mudanças provocadas pela reforma tributária.
“A guerra fiscal acaba para todo mundo em breve. Nós vamos perder a capacidade de fazer esse tipo de negociação, então precisávamos criar uma nova engenharia para manter o Paraná competitivo e na vitrine”, afirmou.
Estado terá participação temporária nos projetos
O modelo prevê que o Estado se torne parceiro temporário de empreendimentos considerados estratégicos.
A participação pública deverá reduzir os riscos dos investidores e ampliar a capacidade de atração de novos negócios.
Depois que o projeto estiver consolidado, o Estado encerrará a participação. Os recursos poderão, então, ser direcionados para outros investimentos.
“Com esse fundo, o Estado passa a ser parceiro do investidor, entrando em projetos estratégicos e saindo depois que eles estiverem consolidados”, disse o governador.
Governo cita autopeças e grandes obras
Entre as possibilidades apresentadas está a atração de fabricantes internacionais de autopeças para atender empresas já instaladas no Paraná.
Ratinho Junior citou companhias como LG e Electrolux. O fundo também poderá apoiar grandes projetos de infraestrutura.
O governador afirmou que a iniciativa complementa fatores já utilizados pelo Paraná na atração de empresas, como localização geográfica, infraestrutura logística, segurança energética, mão de obra qualificada e ambiente de negócios.
A Invest Paraná também atua na centralização do atendimento aos investidores interessados em instalar ou ampliar operações no Estado.
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Estruturação teve apoio da FGV e da BlackRock
O Fundo Estratégico do Paraná foi instituído por lei estadual e começou a operar em 2026, após a regulamentação do modelo.
A estruturação foi coordenada pela Invest Paraná, com apoio técnico da Fundação Getulio Vargas e da BlackRock.
Segundo o Governo do Estado, o projeto foi inspirado em fundos internacionais adotados por países como Noruega e Singapura.
Além de participar de projetos de desenvolvimento, o fundo foi planejado para contribuir com a sustentabilidade fiscal do Paraná e ampliar a capacidade de resposta a eventos climáticos extremos.
Modelo segue experiência de fundo do agronegócio
O Fundo Estratégico utiliza a experiência acumulada pelo Estado com o Paraná I Fiagro FIDC.
O instrumento foi apresentado como o primeiro fundo de investimento estruturado por um governo estadual no Brasil e direcionado ao agronegócio.
A lógica dos dois modelos é utilizar recursos públicos para incentivar a participação do capital privado em projetos de longo prazo.
Segundo o governo, os investimentos devem apoiar iniciativas com potencial de gerar empregos, renda e desenvolvimento econômico no Paraná.
Fonte: diariodosudoeste.com.br



















