Tribunal apontou falta de clareza nas fontes usadas para definir o plano amostral do levantamento
O presidente do TRE-PR, Luciano Carrasco Falavinha Souza, suspendeu neste sábado (11) a divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto Veritá prevista para domingo (12). A decisão liminar atende a pedido do PSD, que apontou falta de clareza nas fontes usadas para definir a amostra.
O levantamento está registrado sob o número 03335/2026.
A decisão também estabelece multa diária de R$ 200 mil caso a determinação seja descumprida.
Decisão será analisada pelo plenário
O pedido foi apresentado por advogados do diretório estadual do PSD por meio de um mandado de segurança.
Ao conceder a liminar, Falavinha determinou a suspensão da divulgação até o julgamento da representação na origem.
“Ante o exposto, concedo a almejada liminar para o fim de suspender a divulgação da pesquisa eleitoral registrada sob número 03335/2026, sob pena de, não o fazendo, incidir em multa diária de R$ 200.000,00”, afirmou o presidente do tribunal.
A medida ainda será submetida à análise do plenário do TRE-PR na próxima sessão presencial.
PSD questionou fontes do plano amostral
Os advogados do partido apontaram problemas na apresentação das fontes utilizadas para definir o plano amostral da pesquisa.
O questionamento envolve a referência genérica “IBGE 2022/PNAD/PNADC 2022/MEC/INEP2023”.
Segundo o pedido, não havia clareza suficiente sobre a forma como essas diferentes bases foram utilizadas na composição da amostra.
O PSD também questionou a identificação da fonte empregada para estabelecer o nível econômico dos entrevistados.
Presidente do TRE cobra clareza nos dados
Na decisão, Falavinha considerou que a Resolução TSE nº 23.600/2019 exige clareza e precisão nas informações apresentadas pelas empresas responsáveis por pesquisas eleitorais.
As exigências incluem dados sobre o plano amostral, a metodologia e o perfil econômico dos entrevistados.
“Na medida em que se determina a utilização de duas fontes de amostragem, a princípio com fontes diversas sem esclarecimento, sem precisão na base de dados, não é possível a publicação da pesquisa”, afirmou o desembargador.
A suspensão tem caráter provisório e permanece válida até nova decisão da Justiça Eleitoral.
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Instituto teve pesquisa suspensa em Santa Catarina
O Instituto Veritá também se envolveu em uma controvérsia relacionada a uma pesquisa eleitoral para o governo de Santa Catarina.
O relatório original do levantamento apresentava municípios do Maranhão na descrição da amostra usada para a pesquisa catarinense.
O documento foi posteriormente substituído no sistema da Justiça Eleitoral por uma versão corrigida.
Segundo as informações apresentadas no processo, a alteração ocorreu cinco dias depois do prazo previsto para a entrega do relatório.
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina considerou irregular a substituição e suspendeu a divulgação da sondagem.
Fonte: diariodosudoeste.com.br






















