O Paraná passa a adotar, a partir desta sexta-feira (31), o novo modelo de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico. A mudança integra um processo de modernização do cadastro nacional de empresas e mantém as 14 posições do documento, sem alterar sua quantidade de caracteres.
Na prática, o novo CNPJ poderá combinar números, de 0 a 9, e letras, de A a Z, substituindo gradualmente o modelo formado apenas por números. A alteração foi criada para ampliar a capacidade de geração de novas inscrições, diante do crescimento contínuo de pessoas jurídicas registradas no país.
Os CNPJs já existentes não sofrerão qualquer alteração. O novo formato será utilizado apenas nas novas inscrições realizadas pela Receita Federal.
Como fica o novo formato do CNPJ
Atualmente, um CNPJ possui apenas números, como no exemplo 12.345.678/0001-95. Com a implantação do novo padrão, poderão ser emitidos documentos que combinem letras e números, mantendo as mesmas 14 posições, como no exemplo ilustrativo 12.ABC.345/01DE-67.
A adoção do cadastro alfanumérico exige adaptações em sistemas públicos e privados que utilizam o cadastro de empresas em seus processos. Isso inclui aplicações responsáveis por cadastros, emissão de documentos fiscais, validação de informações, integração entre sistemas e armazenamento de dados.
- Paraná tem 17,6 mil vagas de emprego abertas no Estado
- Hi-Mix produzirá supercomputadores em Pato Branco
Ajustes em mais de 87 sistemas
A Secretaria de Estado da Fazenda, por meio da Assessoria de Tecnologia da Informação e Comunicação, realizou um levantamento dos ambientes impactados. O órgão coordenou, junto com a Celepar, a Wipro e a GFT, responsáveis pelo desenvolvimento e sustentação dos sistemas estaduais, as adequações necessárias para garantir compatibilidade com o novo padrão.
Ao todo, mais de 87 sistemas corporativos passaram por ajustes, envolvendo regras de negócio, interfaces, serviços e mecanismos de validação. As modificações alcançaram mais de oito mil componentes de software, após trabalho de análise técnica, identificação de dependências e mitigação de riscos para assegurar a continuidade dos serviços durante a transição.
A adaptação é necessária para evitar falhas em cadastros, integrações e validação de informações à medida que os novos CNPJs forem emitidos. A implantação do novo formato será gradual e vai coexistir com os CNPJs numéricos já existentes, sem prejuízo às empresas atualmente cadastradas.



















