Movimento busca pressionar o Senado a votar medida provisória sobre o piso mínimo do frete
O Sindicato dos Transportadores Rodoviários e Autônomos de Bens do Paraná não aderiu à paralisação de caminhoneiros anunciada para esta segunda-feira (13). A entidade seguiu o posicionamento da CNTA, enquanto a Polícia Rodoviária Federal informou não haver registro de bloqueios ou concentrações nas rodovias paranaenses.
O movimento foi anunciado pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, conhecido como Chorão. A paralisação busca pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a colocar em votação a Medida Provisória 1.343/2026, conhecida como MP do Frete.
Sindicato orientou associados a não aderir
Em posicionamento encaminhado à Tribuna do Paraná, o Sindicam informou que comunicou aos associados que não participa do movimento. A entidade também orientou os transportadores vinculados ao sindicato a não aderirem a paralisações ou greves divulgadas recentemente.
O posicionamento acompanha a decisão da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, que defende a continuidade das negociações. Segundo a CNTA, apenas o sindicato de Santos, no litoral de São Paulo, havia deliberado pela paralisação.
PRF não registra paralisações no Estado
A Polícia Rodoviária Federal no Paraná informou que não havia registro de paralisação dos caminhoneiros nas rodovias do Estado. O cenário indica que o tráfego seguia sem bloqueios relacionados ao movimento anunciado para esta segunda-feira.
O Sindicam do Paraná representa transportadores rodoviários autônomos e afirmou não integrar a mobilização convocada pela Abrava.
Movimento cobra votação da MP do Frete
A paralisação anunciada por Wallace Landim tem como principal reivindicação a votação da Medida Provisória 1.343/2026. O texto perde a validade em 16 de julho caso não seja analisado pelo Congresso Nacional.
A medida busca reforçar o pagamento do piso mínimo do transporte de cargas por meio de fiscalização digital e da utilização obrigatória do Código de Identificação da Operação de Transporte. A MP também estabelece regras para os prazos e a antecipação dos pagamentos.
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Multas podem chegar a R$ 10 milhões
O texto prevê multas de até R$ 10 milhões para contratantes que descumprirem a tabela de fretes da Agência Nacional de Transportes Terrestres. A proposta é ampliar o controle sobre as operações e garantir o pagamento dos valores mínimos estabelecidos para o transporte de cargas.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Chorão afirmou que o movimento busca evitar que a medida perca a validade. “Duas semanas a gente vem lutando e, até agora, nada. A gente vai acompanhar em todos os cenários nacionais como fez em 2018”, declarou. “Não vamos aceitar perder esta MP, não vamos aceitar caducar”, acrescentou.
CNTA demonstra preocupação com demora
A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos informou que acompanha com preocupação a falta de votação da medida provisória. Segundo a entidade, o texto trata de temas relevantes para os caminhoneiros autônomos e é aguardado pela categoria em todo o país.
“A proximidade do término de sua vigência, sem que haja uma definição pelo Congresso Nacional, amplia o sentimento de insegurança e incerteza entre os profissionais que dependem diretamente das garantias previstas na medida”, afirmou a CNTA.
A confederação também alertou que a falta de uma decisão pode aumentar a insatisfação entre os transportadores. Apesar da preocupação, a CNTA informou que mantém posição favorável à negociação.
A entidade não aderiu formalmente à paralisação e afirmou que continuará acompanhando a tramitação da medida provisória. “A CNTA seguirá acompanhando de forma permanente os desdobramentos da matéria e manterá a categoria e a sociedade devidamente informadas”, concluiu o comunicado.
Fonte: diariodosudoeste.com.br




















